Desta vez, dispúnhamos de uma guia, a minha sobrinha S. que, apesar de só lá estar há três meses, já domina todos os cantinhos da cidade e os meios de transporte mais rápidos para chegar aos locais de interesse, para além de ser uma boa caminhante.
Aproveitámos muito bem esta oportunidade única e, numa das primeiras saídas, a proposta foi dar um longo e diversificado passeio por uma das margens do Tamisa, na zona de Southbank e, com tanta sorte, num raro dia de muito sol e calor!
Lá fomos, munidas do nosso Oyster Card- e aproveito para sugerir que o utilizem para as deslocações de autocarro e de metro, muito prático e acessível, já que é recarregável e tem a validade de dois anos. Connosco, o Guia «London A to Z», manual de sobrevivência indispensável a uma boa orientação na cidade.
E que descobrimos?
Um rio vivido à exaustão por um cem número de pessoas que por ali passam.
Umas a caminho dos respectivos empregos, outras em treino de corrida ou de footing, muitas em passeio turístico, de máquina em riste, como nós, nesse dia.
Outras, deitadas ao sol, na relva saborosa ou esticadas em cadeiras de lona, lendo, ouvindo música, mas sempre desfrutando do marulhar das águas do rio, atravessado por inúmeros barcos de recreio ou de mercadorias. Aqui e ali, algumas intervenções artísticas, desde excelentes músicos, tocando a solo ou em pequenos grupos até às mais variadas figuras/estátuas que interagem constantemente com quem passa, convidando à fotografia e, eventualmente, à moedinha, já que são artistas subsidiados pela Câmara da cidade. Muitas esplanadas cheias de turistas, grandes lojas de discos, livros e revistas, salas de espectáculos, uma sala de estar muito divertida, com sofás gigantes em relva sintética, tudo lado a lado com um espaço bastante grande para intervenção de graffitis onde voltejam, em perigosas acrobacias, alguns skaters.
Vimos várias exposições periódicas, de pintura e escultura- uma despertou particularmente a nossa atenção, no exterior da Tate Modern Gallery, relacionada com a Street Art, com obras muito curiosas.
Depois de um óptimo almoço num restaurante grego, regressámos ao centro da cidade, pensando na nossa Lisboa e nos nossos lisboetas que ainda continuam de costas voltadas para o Tejo, sem aproveitarem plenamente o clima e os espaços verdes que temos!
Tive tanta vontade de mudar esta mentalidade e esta forma de estar…



