É verdade. Como só tenho 9 ou 10 meses, estas foram as minhas primeiras férias. Muito curtas e sem grandes passeios mas estreei-me sem trela nas varandas – já não foi mau. Corri a bom correr atrás de tudo quanto apanhei: caroços de pêssego, castanhas da índia, ratos de brincar, avelãs, folhas, …
E saltei para todas as mesas e deitei ao chão tudo o que pude. Fiz a minha dona fechar na sala tudo o que era quebrável mas ainda fui a tempo de partir umas coisitas. O que vale é que ela acha que tem coisas a mais e algumas se podem partir … Também comecei a comer flores e folhas tenras, mosquitos, aranhiços e outros pequenos insectos voadores.
Gostei de dormir ao ar livre, na varanda e de ver os muitos pássaros que brincam e dormem nas árvores da frente e, de repente, formam bandos e voam como doidos voltando para as árvores - devem ter uma tara qualquer.
Também me deixaram dormir no fresquinho da sala, sempre debaixo de olho, que eu bem percebi. Eu falo muito de dormir porque os dias fizeram-se para dormir. Folgar é à noite, depois de tudo sossegado, sem outros barulhos que não os meus. Aí sim, é brincar e “caçar ratos”, trepar para cima dos móveis, da televisão, fazer aqueles barulhos que à noite têm um som especial … Adoro! De vez em quando ouço um “ AMON” ameaçador e às vezes vem a minha dona ensonada bater-me no nariz … e eu, zás, mordo-lhe as pernas.
Mas fiz outras coisas, sobretudo ajudar a arrumar coisas, contribuindo para espalhar o pó e o lixo já recolhidos, arejando roupas que retirei do guarda-fatos e de gavetas ( não percebi porque as querem ali, todas umas sobre as outras … manias!) . Também fui inspeccionar e limpar uns espaços muito pequenos que os construtores deixaram aldrabados e só saí de lá com o cheirinho da “mousse de salmão” … Fiquei a pensar que ia ser um “fartar vilanagem” mas puxavam-me pelo rabo cada vez que fazia nova tentativa de exploração. É que não cheguei a ver tudo!
Mas não gostei de ficar muito tempo sozinho - mesmo a dormir um gato gosta de ter companhia. Ainda se tivesse outro gato ou gata … Há dias, achei demais e protestei : um valente xixi na tigela de brincar e dormir. Percebi que ela percebeu … Também lhes mostrei que ficava muito bem sozinho e em cima da mesa escolhida por mim - eu sei que já não havia nela nada que se quebrasse mas ainda estava dada como “proibida”.
Hoje, de repente, sem que nada fizesse suspeitar, meteram-me na cesta e fiquei sem varanda … Será que acabaram as férias ? Será só um intervalo ?
Cheguei cansado de tanto “berrar”, morder e esbracejar para me tirarem do cesto - acho que é indigno de um gato vir ali encolhido, vendo o mundo por umas grades . Mal cheguei instalei-me no primeiro saco que vi despejado e preguei uma soneca. É duro ser gato!
E saltei para todas as mesas e deitei ao chão tudo o que pude. Fiz a minha dona fechar na sala tudo o que era quebrável mas ainda fui a tempo de partir umas coisitas. O que vale é que ela acha que tem coisas a mais e algumas se podem partir … Também comecei a comer flores e folhas tenras, mosquitos, aranhiços e outros pequenos insectos voadores.
Gostei de dormir ao ar livre, na varanda e de ver os muitos pássaros que brincam e dormem nas árvores da frente e, de repente, formam bandos e voam como doidos voltando para as árvores - devem ter uma tara qualquer.
Também me deixaram dormir no fresquinho da sala, sempre debaixo de olho, que eu bem percebi. Eu falo muito de dormir porque os dias fizeram-se para dormir. Folgar é à noite, depois de tudo sossegado, sem outros barulhos que não os meus. Aí sim, é brincar e “caçar ratos”, trepar para cima dos móveis, da televisão, fazer aqueles barulhos que à noite têm um som especial … Adoro! De vez em quando ouço um “ AMON” ameaçador e às vezes vem a minha dona ensonada bater-me no nariz … e eu, zás, mordo-lhe as pernas.
Mas fiz outras coisas, sobretudo ajudar a arrumar coisas, contribuindo para espalhar o pó e o lixo já recolhidos, arejando roupas que retirei do guarda-fatos e de gavetas ( não percebi porque as querem ali, todas umas sobre as outras … manias!) . Também fui inspeccionar e limpar uns espaços muito pequenos que os construtores deixaram aldrabados e só saí de lá com o cheirinho da “mousse de salmão” … Fiquei a pensar que ia ser um “fartar vilanagem” mas puxavam-me pelo rabo cada vez que fazia nova tentativa de exploração. É que não cheguei a ver tudo!
Mas não gostei de ficar muito tempo sozinho - mesmo a dormir um gato gosta de ter companhia. Ainda se tivesse outro gato ou gata … Há dias, achei demais e protestei : um valente xixi na tigela de brincar e dormir. Percebi que ela percebeu … Também lhes mostrei que ficava muito bem sozinho e em cima da mesa escolhida por mim - eu sei que já não havia nela nada que se quebrasse mas ainda estava dada como “proibida”.
Hoje, de repente, sem que nada fizesse suspeitar, meteram-me na cesta e fiquei sem varanda … Será que acabaram as férias ? Será só um intervalo ?
Cheguei cansado de tanto “berrar”, morder e esbracejar para me tirarem do cesto - acho que é indigno de um gato vir ali encolhido, vendo o mundo por umas grades . Mal cheguei instalei-me no primeiro saco que vi despejado e preguei uma soneca. É duro ser gato!


- «Até ao dia 12 de Setembro e no âmbito das comemorações do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, o Museu do Traje tem patente uma exposição que permite conhecer os países do mundo, onde se fala português, descobrindo as suas gentes, histórias, tradições, jogos, música, danças e gastronomia.






