quinta-feira, 2 de abril de 2009

EXTERNATO EDUCAÇÃO POPULAR – os espaços

Em Monsanto, entre o Bairro da Liberdade e o Bairro da Serafina, numa localização privilegiada, erguem-se os edifícios que constituem o Externato Educação Popular : no primeiro, mais velho e degradado, funciona o 1º ciclo;o 2º bloco, erguido com o esforço da irmã Ester, religiosa da Congregação “Amor de Deus” que, durante várias décadas, foi professora e dirigiu o Externato ( até há 8 ou 9 anos) . Este bloco foi, até há 4 anos, espaço para os 2º e 3º ciclo e creche .
Faltava um ginásio, laboratórios de Ciências e Físico-Química, espaço para ATL’s e mesmo melhores condições para as aulas relacionadas com disciplinas específicas como: Educação Visual (pois só havia um espaço) e Educação Musical .
A irmã Ester sonhou com um novo edifício, juntou dinheiro, fez-se o projecto.

O início da construção atrasou-se e, entretanto, foi reorganizada a Direcção do Colégio, com partilha de funções entre a Associação Educação Popular e a Congregação “Amor de Deus”.
A nova organização conduziu a uma Direcção Executiva que tem sido desastrosa e a quem coube a construção do novo edifício . Posto a concurso para ATL’s , depois de construído foi-lhe dado outro destino: o 2º e 3º Ciclo.
Sem consulta a pais, professores, funcionários ou Assembleia da Educação Popular. Desalojados do edifício antigo, professores e alunos do 2º e 3º ciclo passaram a trabalhar neste novo espaço, com escadas estreitas para o fluxo de alunos que têm que subir e descer dois pisos de 90 em 90 minutos, com salas estreitas com luz natural nas costas dos alunos e professores a trabalhar em contra luz . Acabado de construir e de habitar, logo apresentou deficiências tais como fendas e outras “mal-formações” …Neste Inverno, infiltrações no Ginásio fizeram levantar parte do pavimento. A responsabilidade da má construção é naturalmente do construtor mas … terá sido assumida?
O laboratório não foi activado nem nunca teve água canalizada, servindo, até aos dias de hoje, como sala de reuniões e exposições escolares ou outras actividades. A inspecção aprovou ?! Nunca se sabe…
Com a construção do novo edifício as condições de trabalho de alunos e professores não melhoraram e aspectos para uma boa funcionalidade geral não constituem preocupação para a Direcção Executiva e sobretudo Pedagógica.. As aulas de Ciências Naturais, Ciências da Natureza e Físico-química são leccionadas no edifício antigo, numa sala onde mal cabem as turmas normais de 30 alunos e o material de laboratório e o lavatório são partilhados com os professores de Educação Visual por utilizarem o mesmo espaço. A inspecção viu ? Aprovou ? Talvez …
As aulas de música continuam a ser leccionadas nas salas normais de aulas, sem equipamentos específicos .
A sala destinada ao Centro de Recursos nada mais é que uma sala com armários e livros , sendo que a maior parte dos livros não têm interesse para pesquisa ou leitura. Livros do “plano nacional de leitura”?!! . O material informático é obsoleto sem ligação à net nem manutenção. As aulas de TIC ,no edíficio antigo, decorrem numa sala pequena e arejada por uma ventoinha… Agora o problema deve estar resolvido porque os alunos podem usar os seus portáteis…

Quando chove os alunos não têm telheiro de resguardo, ficam nos corredores.
O Bar, se lhe pudemos chamar assim, fica no velho edifício, um espaço mínimo junto da creche onde os alunos se acotovelam. Não há sala de convívio para os alunos.
Para quem não conhece, existe um espaço grande entre um edifício e outro, o que obriga os alunos a fazerem esse percurso para irem ao bar ou até ao recreio onde podem brincar (jogar à bola, etc…) - o tempo de intervalo escoa-se e mal dá para respirar um pouco.
O sonho de melhorar condições físicas e pedagógicas com a construção do novo edifício, desabou.

Podia ser um Colégio onde alunos, professores e funcionários se sentissem inseridos num projecto comum. JÁ FOI . JÁ NÃO É.

O nosso desgosto é o de quem viu nascer o projecto e é solidário com a tristeza da Irmã Ester que nem sequer foi ainda homenageada como era de direito, por tudo o que fez em toda a sua vida ao serviço daquela instituição… e da Congregação “Amor de Deus”.

terça-feira, 31 de março de 2009

Externato Educação Popular – uma história triste!

Em 2006 uma professora do 2º ciclo do Externato foi suspensa com instauração de processo disciplinar. Porquê? Teria dado uma falta injustificada de que só tomou conhecimento um mês depois por ter verificado o desconto no vencimento.
Como não tinha faltado mas só esquecido de assinar o “livro de ponto” e porque não viu nele o carimbo de “Falta” mas um traço diagonal utilizado para dividir espaços de assinatura quando se trabalha em parceria, o que era o caso, assinou - um comportamento que foi considerado “inadmissível” num colégio com um ideário religioso : “Dizer a Verdade e fazer o Bem” …
O Tribunal deu razão à professora porque ninguém pode ser despedido por uma falta injustificada que nem sequer se provou ter acontecido e obrigou a entidade patronal à integração da professora com as mesmas funções que tinha ao tempo da suspensão.
E o que aconteceu?
À professora foi destinado um local de trabalho especialmente construído para o efeito : um cubículo improvisado, com 2,6 por 3,8 metros com duas pequenas janelas altas fechadas, junto ao teto, uma secretária e uma cadeira.


Porque tinha que aceitar o regresso ao serviço viu-se obrigada a assinar uma “ordem de serviço” onde consta que “ a circulação deve restringir-se ao estritamente necessário para o exercício das funções que lhe forem atribuídas”. Ali ficou , como numa “cela” esperando ordens, não se podendo deslocar dentro dos edifícios da escola (ir à sala de de professores, sala de computadores, centro de recursos, etc…) ; por toda a escola foram colocados avisos de proibição de entrada de “pessoas” que não trabalhem nesses espaços.

Foi-lhe dada uma tarefa, a cumprir até meados de Abril : elaboração de um projecto de actividades extra-curriculares a ser feito sem sair “da sala destinada” e sem recurso à biblioteca ou computador – escrito à mão .
Muito antes do prazo a tarefa estava concluída. Entregou a tarefa e ficou à espera que finalmente a colocassem no seu verdadeiro local de trabalho -a escola, as aulas , o contacto com alunos e colegas. Mas não, voltou a permanecer no cubículo 28 horas semanais sem nada para fazer e sem poder circular.



Para não entrar em depressão vai preparando planos de aula para o ano seguinte, embora ponha em duvida o que lhe possa acontecer. Por ter problemas de postura na coluna e ser obrigada a estar horas sentada numa cadeira pouco confortável está neste momento com problemas de saúde agravados.
Não se pode compreender a intenção da Direcção desta Escola.

Não está a cumprir as ordens do tribunal que manda justamente que a professora retome o seu trabalho e na sua categoria.
Não deveria esta professora estar na escola ,o seu local de trabalho, enriquecendo a sua formação, ajudando nas tarefas lectivas dos colegas de grupo, atendendo alunos e pais, preparando actividades de fim de ano lectivo, dando aulas de substituição, já que, neste momento não pode estar a dar aulas?
Consideramos esta situação imperdoável e se tivermos em conta que a Direcção Pedagógica é da responsabilidade de uma Congregação Religiosa ,com princípios cristãos ainda se fica mais surpreendido.

Que entidades vigiam o cumprimento destas ordens? Porque se fecha os olhos a tanta injustiça ?!
Outra professora, profissionalizada e com contrato, viu o seu horário ( e vencimento) reduzidos para metade no ano em que, estando grávida, iria faltar 4 ou 5 meses. No ano lectivo seguinte, a situação repetiu-se, sem justificação -ou será que pesou ter sido testemunha da professora anterior?
A maior parte dos professores continuam com os vencimentos de 2006!
Porque não protestam? Quem reclama e se mostra inconformado sofre consequências.
Porque é que o Sindicato não esclarece e ajuda os professores? Porque os professores sindicalizados são perseguidos e as reuniões sindicais na escola estão proibidas, sem qualquer justificação – é recusada a entrada aos dirigentes sindicais, situação presenciada, mais do que uma vez, por agentes da polícia.

Esta história triste passa-se hoje em Lisboa, num colégio cuja orientação pedagógica está a cargo das irmãs “Amor de Deus” e que é propriedade de uma Associação “Educação Popular” ( Instituição Particular de Solidariedade Social) – desde os anos 30 do século passado.
A “Educação Popular” foi uma Instituição respeitada que amparou uma população carente durante muitos anos e educou os seus filhos – com creche, jardim de infância e 1º ciclo até aos anos 90, com 2º e 3º ciclos até hoje. É uma associação laica, com Estatutos próprios e corpos gerentes eleitos entre os seus membros. Desde há 7 anos, com o mesmo Presidente executivo e um descalabro de gestão que coloca em risco todo um projecto.
As irmãs “Amor de Deus” têm em Portugal escolas de prestígio, em Cascais e no Porto e tiveram, até há cerca de 5 anos, um papel fundamental na existência e orientação pedagógica do Externato Educação Popular.
A actual Direcção Pedagógica tem-se revelado tão incapaz como a Direcção executiva e a sucessão de despedimentos, incumprimentos, delapidação de fundos em custos judiciais e má gestão de equipamentos, põem em risco um projecto ambicioso e bem sustentado e a credibilidade pedagógica da Congregação “Amor de Deus” .

Quem se importa com estas irregularidades e com a defesa do Projecto “Educação Popular – Amor de Deus”?
A maioria dos membros da Associação Educação Popular são professores dos vários níveis de ensino, funcionários da Instituição e pessoas com trabalho dependente ou membros “fantasma” que nunca foram vistos. Ao longo dos anos foram alertados pelos poucos associados independentes e sem receio para “denunciar”. Uns não podem, outros não querem escutar . A presidência da Mesa da Assembleia Geral não intervém e mostra-se conivente com a Direcção Executiva e Pedagógica.
A Direcção nacional da Congregação “Amor de Deus” … “não vê, não ouve, não fala”. CONSENTE.

Ex-professores do Colégio, que viram nascer e crescer um Projecto em que acreditaram e se empenharam, continuam a ser sócios e importam-se :
“VEEM, OUVEM E FALAM”. Até serem expulsos da Associação será assim.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Feira de terapias alternativas



A Feira Alternativa, este ano decorreu nos dias 27, 28 e 29 de Março de 2009 no espaço da Cordoaria Nacional em Lisboa. É uma feira onde o visitante pode encontrar as melhores soluções nas novas áreas de conhecimento e práticas no âmbito da Alimentação Natural, Saúde, Medicina e Terapias Alternativas, Ecologia e Desenvolvimento Pessoal.
Decorreram Workshops, palestras, demonstrações étnicas e culturais de várias regiões do mundo e espectáculos de música e dança .Este ano tive a curiosidade de visitar esta feira. Proliferam as terapias alternativas e é difícil eleger alguma porque a nosso conhecimento e confiança é ainda muito insuficiente. Mas deu para ver como hoje há propostas de medicina alternativa que podem ajudar a equilibrar o nosso corpo físico e espiritual. Também os conselhos para melhorar a alimentação são de levar a sério porque muitos dos males vêm dessa alimentação não cuidada.
Das várias propostas apresentadas na feira destaco algumas curiosas : Reflexologia podal(massagens nos pés); acupunctura Ryodoraku; massagem Tailandesa; apometria celular; shiatsu; Massoterapia; Termoterapia; argiloterpia; Tui Na; Terapia Quântica,etc,,,,
Bem, não há duvida que podemos experimentar estes tratamentos, o difícil é escolher.
Também estavam presentes nesta feira os especialistas da fotografia da aura. Resolvi experimentar, fiz a fotografia e fiquei a conhecer as cores da minha energia naquele momento. A interpretação até foi interessante, acertou em alguns pontos das minhas qualidades e das minhas fraquezas.Provei ainda uns pastéis de maçã, dei uma espreitadela aos produtos biológicos, e como sempre fiquei a admirar os muitos cristais que estavam expostos.
Foi interessante, valeu!

domingo, 29 de março de 2009

Boas Notícias 35



- O Grupo Mota-Engil tem em curso a construção de edifícios capazes de contribuir para antecipar os objectivos da União Europeia para 2020 no que toca à redução das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera. O condomínio privado Ancoradouro, junto à Marina do Freixo, no Porto, é o primeiro destes projectos, reunindo condições para a obtenção da classificação "A", pelo Sistema de Certificação Energética.
(Ciência Hoje)
- O Centro de Estudos de Jazz (CEJ) da Universidade de Aveiro (UA) foi criado em 2004 e nestes "cinco anos de arranque", o CEJ, que integra o pólo de Aveiro do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança, funcionou ainda "sem qualquer financiamento externo", disse Susana Sardo, responsável pelo Centro. Em 2008, na avaliação efectuada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o Instituto de Etnomusicologia obteve a classificação de "Muito bom".
( Ciência Hoje)
- Uma equipa internacional de cientistas, liderada por uma investigadora da Universidade de Coimbra, desenvolveu um novo agente anti-cancerígeno que “apresenta resultados promissores provando ser eficaz no combate à doença com menos efeitos secundários”, disse Maria Paula Marques, a investigadora que coordena uma equipa internacional de 17 cientistas.
(Ciência Hoje)
- O Ministério da Educação prevê investir mais de dois mil milhões de euros na recuperação do parque escolar nacional, revelou o Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos.
A intervenção do ME inclui a requalificação de todas as escolas secundárias do país, de Escolas Básicas (EB) 1 e de EB 2,3, num esforço que visa "preparar as escolas para a modernidade “.
Os próximos passos desta operação vão ser dados já em Junho, com o início das obras em 75 escolas secundárias. Até ao fim do ano, as empreitadas de requalificação avançam em mais cem estabelecimentos de ensino secundário. Quanto às EB 2,3, vão sofrer obras de "requalificação e de substituição", o que significa, em alguns casos, "substituir totalmente as escolas por um novo edifício". De acordo com o secretário de Estado, está já previsto um investimento de 173 milhões de euros para recuperar cerca de 50 EB 2,3.
(Expresso on-line,27/3)
- O Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC) vai lançar segunda-feira, no Porto de Leixões, um novo pólo de actividade dedicado por completo ao sector do Mar, incluindo uma incubadora de empresas tecnológicas. O vice-reitor da Universidade do Porto, Jorge Gonçalves, disse que o pólo, a desenvolver faseadamente, vai reunir toda a investigação da Universidade ligada ao mar e projectos empresariais embrionários da mesma área.
Algumas áreas-chave do pólo serão a construção de veículos robóticos subaquáticos, a produção de aquacultura, o aproveitamento da energia das ondas e o desenvolvimento de novos sistemas de navegação.
(Expresso on-line, 27/3)
- Com entrada livre, no Museu Colecção Berardo – Centro Cultural de Belém- está, até 3 de Maio, patente uma importante exposição, Arquivo Nacional da Fotografia, com fotos que documentam desde o início da fotografia na imprensa ilustrada, no início do séc.XX até ao início do modernismo
(TimeOut, 25/3)







sábado, 28 de março de 2009

Memórias …

Desde que me conheço que como os caules tenros das “azedas”. Agora vou resistindo quando crescem em lugares pouco seguros mas, quando era miúda, comia as da beira do caminho e em quantidade directamente proporcional ao tempo que levava de casa à escola. Fiquei várias vezes doente e lembro o Dr Cristóvão, ao fundo da cama, apontando um dedo acusador e dizendo : “comeste azedas!”.
Pois bem, hoje, num blog (
http://obotanicoaprendiznaterradosespantos.blogspot.com), descobri que às minhas azedas se chama também “erva-canária” ou “trevo-azeda” ou “azedinha-amarela” - nome científico “oxalis pes-caprae”.
Mais adiante encontrei os “dedinhos-de-moça” o meu “arroz” usado quando brincava “ às casinhas” nos terraços da “casa” onde a minha avó morava ( o Convento de Mafra …). As “bonecas” e “bonecos” ( eram uma família!) eram
canas dos foguetes que enchiam os terraços depois dos dias de procissão. A minha avó guardava-as para mim, depois de retirar as zonas estragadas e cortar as canas abaixo de um nó – essencial para encher as “barrigas” de areia, “arroz”, sementes, folhas. Tinha muito mais graça brincar com estes bonecos que assumiam idades, sexos e papéis diferentes… Era o mundo virtual há mais de 50 anos!

sexta-feira, 27 de março de 2009

NO DIA DO TEATRO

No dia do Teatro faz bem ouvir a voz de Eunice Muñoz, uma das grandes senhoras dos nossos palcos.

quarta-feira, 25 de março de 2009

AMON, o deus

Adoptei esta pose para mostrar que sou para levar a sério. A mesa limpa para eu me sentar nela ou fazer corredor para outras paragens, as flores secas no lixo porque me faziam cócegas e as fui tirando uma a uma.
Mas também sou um gato amoroso, lindo, simpático … Um deus!