terça-feira, 9 de junho de 2009

“Animais pintores”




Li há dias uma pequena notícia sobre pinturas de elefantes e chimpanzés.
(sobre gatos há mesmo um livro que eu aguardo para falar dele). Procurei mais informação e encontrei-a. Na Europa, nos Estados –Unidos, em Reservas africanas, em Centros de Conservação na Ásia, há experiências com aqueles animais mas também com cavalos, porcos, gorilas, … Na maior parte dos casos as “obras” são vendidas para angariar fundos que sustentam os zoológicos ou as reservas onde se cuidam desses animais.

A notícia inicial falava de como dois artistas russos ( Vitaly Komar e Alex Melamid) criaram uma academia onde se ensinam elefantes a pintar – no Centro de Conservação de Elefantes, na Tailândia. Partiram da observação de que os elefantes usam com frequência paus ou pedras para desenhar motivos na areia. Decidiram treina-los na utilização de trinchas e constataram que eram capazes, de forma espontânea, de compor quadros abstractos onde se podem detectar elementos de simetria e jogos de cores. Começaram então a ensinar a reprodução de figuras – árvores, flores, outros elefantes. A sequência de fotos da elefanta Elsa pintado uma árvore são um testemunho.
Há outros testemunhos com elefantes, nomeadamente as pinturas expostas no Jardim Zoológico britânico West Midlands Safari Park, de que se mostra uma foto.
Outros notáveis pintores são os chimpanzés e os gorilas : é o caso do chimpazé da foto seguinte que só deixa de pintar um quadro quando o considera acabado ; de Koko, um gorila autor do quadro da outra imagem e companheiro do gorila Michal que pintou o outro quadro.
E há a égua Cholla, de Nevada, cujos quadros estiveram expostos em Itália, em Novembro passado. Diz a sua dona que o animal não permite que ela se aproxime das tintas ou do cavalete enquanto não acaba a obra.
E também encontrei porcos-pintores …
E claro, qualquer dia, falo dos gatos !

Fiquei a pensar que eu, a pintar, estou ao nível dos animais -pintores …
Tenho de dizer à minha vizinha-mestra-pintora que me vou empenhar mais – mas será que consigo ultrapassar o limiar ??

domingo, 7 de junho de 2009

VIVA A VIDA - 4


As sequóias gigantes são as maiores árvores do mundo, em volume. Têm em média 50 a 85 metros de altura e 5 a 7 metros de diâmetro, mas há árvores com 115m e 8m de diâmetro. São árvores com uma casca muito fibrosa o que as protege do fogo e pode ser um dos factores da sua longevidade.
A sequóia mais velha conhecida tem 4 650 anos de idade e está no Parque Nacional da Sequóia, na Califórnia.
Quanta sabedoria podem conter! Como nos poderiam ajudar a entender a VIDA.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

“AUSTRÁLIA”

Não vi o filme quando esteve por aí. Vi agora, em CD. Interessante enquanto “western” australiano, com todos os ingredientes desse tipo de filme mais o facto de se passar no início da II Guerra Mundial e de invocar o bombardeamento de Darwin pela aviação japonesa (1939), depois da destruição de Pearl Harbor. O filme é de Baz Luhrman ( o mesmo de Moulin Rouge) e é interpretado por Nicole Kidman e Hugh Jackman, nos principais papéis.

Para mim, importante no filme é Nullah, um pequeno aborígene, interpretado por Brandon Walters, de 13 anos. Nullah é um mestiço, “ nem branco nem preto, mulato que não pertence a ninguém”. É neto do grande King George, mágico, feiticeiro, sábio que lhe ensinou “o que há de mais importante : contar histórias, entoar canções mágicas, ficar invisível – a magia gulapa”. E Nullah aprendeu. Canta e os seus sons mágicos chegam aos ouvidos de quem os deve ouvir. Os seus olhos, o seu olhar, o seu sorriso, a sua agilidade … isso sim, no filme, é magnífico.

Na história, Nullah também faz recordar a política australiana de aculturação e de “eliminação” progressiva da raça aborígene. Depois de terem sido confinados a territórios inóspitos, desde 1905 mas sobretudo a partir de 1937, as crianças mestiças ( como terão aparecido ?!...) eram retiradas às famílias para que “o seu lado negro” fosse apagado e pudessem ser civilizadas e integradas na sociedade branca – para os servir, naturalmente. Deviam ser casadas com brancos de forma a que os traços sanguíneos aborígenes fossem apagados em 3 ou 4 gerações. A partir de 1951 esta prática de roubo de crianças foi generalizada a todos os nativos.
A polícia recolhia as crianças, sobretudo nos territórios ocidentais para onde tinham sido empurrados os nativos, e entregava-as às missões religiosas (!!...)
- até 1972 oficialmente, até aos anos 80 na realidade . Terão sido removidas cerca de 50 mil crianças.
É verdade que em 1997, a Justiça australiana declarou que o que fora levado a cabo contra os aborígenes foi um genocídio. Mas só em 2008 o 1º ministro australiano pediu desculpa às “gerações roubadas” , às famílias e às comunidades.
Foi esta política que nos fez esquecer que, tal como os índios são a população nativa da América, os aborígenes são a população nativa da Austrália. Eram mais de 2 000 etnias em 1788, caçadores e nómadas mas, para os colonizadores, a Austrália era terra de ninguém – não encontraram lá pessoas mas apenas “ remanescentes do neolítico”…

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Olá Amigos!

É só uma saudação para não se esquecerem de mim.
Andei muito asneirento : parti potes de doce, descobri o saco da areia e entornei-o, tentei dias seguidos destapar a mesa, entornei caixote do lixo,…
Mas agora estou mais calmo e tenho imensa vontade de dormir. E como a minha dona tem a mania de espalhar mantas por todo o lado ( ela diz que é para eu não deitar ao chão o que resta !), só encontro sítios fofos . Hoje encontrei o melhor de todos : uma “caixinha” muito saborosa que a minha dona faz no sofá e onde gosta de ler – ela sai, eu salto.
Festinhas para vocês

terça-feira, 2 de junho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

DIA 1 DE JUNHO – DIA MUNDIAL DA CRIANÇA


Aí está mais um mês de Junho a cheirar a festas populares, a praia e a bom tempo, a piqueniques, a férias e, para começar bem, festeja-se mais um dia da criança. Invenção relativamente recente dirão os mais velhos, coisa natural e banal, dirão os mais novos. Mas, afinal, quando é que começou a celebrar-se este dia?

Tudo começou logo depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945.Muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise e não tinham boas condições de vida.As crianças desses países viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!Como escasseava o dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras. Mais de metade das crianças da Europa não sabia ler nem escrever e também viviam em péssimas condições de habitação e saúde.
Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que nasceu a UNICEF. Apesar disso, continuou a ser difícil trabalhar para o bem das crianças, uma vez que nem todos os países se mostravam verdadeiramente interessados nos direitos dos mais novos.
Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo. E este dia foi comemorado pela primeira vez logo a 1 de Junho desse ano!
Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas, reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito ao afecto, ao amor e à compreensão; à alimentação adequada; aos cuidados médicos; à educação gratuita; à protecção contra todas as formas de exploração; a crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Apesar de todas estas boas ideias só nove anos depois, em 1959 é que estes direitos passaram ao papel.A 20 de Novembro desse ano, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "
Declaração dos Direitos da Criança". Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se fossem cumpridos em todos os países, certamente todas as crianças do mundo teriam uma vida digna e feliz.
Claro que o Dia Mundial da Criança foi muito importante para os direitos das crianças, mas mesmo assim nem sempre são cumpridos e em muitos locais do nosso planeta continua a haver crianças maltratadas, exploradas, esquecidas e abandonadas.
Por isso, quando a "Declaração dos Direitos da Criança" fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a "Convenção sobre os Direitos da Criança", que é um documento muito extenso e completo, com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos.
Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional!

Toda esta informação qualquer de nós encontra numa normal pesquisa. O resto, o que se faz de bem, o que se faz de mal, o que se adia todos os dias, o que se esquece porque outros valores mais altos se levantam, isso é outra coisa.
Do que ouço, leio e vejo tenho esperança que sejam as novas crianças as protagonistas das mudanças necessárias à construção de um mundo mais justo e fraterno.
Nota: foto pesquisa net