Desde Janeiro que a Lis tem desenvolvido na Florescer, uma oficinas “Saber ver, Poder criar” em que eu não pude participar por razões diversas. Mas, desde o Verão, tinha muita vontade de participar nesta, de domingo, dedicada à manipulação da argila e do gesso, à criação de objectos tridimensionais com pintura, desenho e técnicas mistas. E lá fui, sempre com o entusiasmo que ponho nestas actividades mas, igualmente, com muito receio de me expor e de me confrontar com as minhas limitações, no campo destas expressões artísticas. A profusão de imagens da apresentação em power point, que serviu de introdução ao trabalho do workshop, deslumbrou-me e inspirou-me… ao ponto de me apetecer concretizar alguma coisa das muitas propostas que vi. Depois, passando à concepção e è execução o caso começou a complicar-se um pouco mais. As ideias em turbilhão, o manusear de tanto material novo e a pressão de fazer, fazer mesmo, por mim própria, sozinha, (apesar de todo o apoio da mestra e da alegria das parceiras da minha mesa de trabalho) deram-me a verdadeira dimensão do que é criar! Foi mesmo muito emocionante e, depois de terem andado pela minha cabeça e pela ponta dos meus dedos tantas formas e ideias, lá consegui transmitir à minha placa de argila um pouco do que eu estava a sentir. E, de uma zona lisa, descarnada, lá me saiu um emaranhado de sulcos, de fios que se interligam até não se sabe onde e que, para mim, transmitem exactamente o que eu estava a sentir naquele momento.
Da parte da tarde, foi a descoberta dos caminhos do gesso e do trabalho com as goivas, em que não mexia desde os tempos de escola. Foi excelente! Fez-me tão bem! Fez-me perder alguns medos, abriu-me outras janelinhas, fez-me descobrir trabalhos muito originais, saídos das mãos de todos os que participaram nesta oficina e dou os meus parabéns à Lis! Como ela consegue motivar e despertar nas pessoas, gostos e potencialidades adormecidas e ou envergonhadas!
Um abração e um bem hajas!
Já agora, podes inscrever-me para a oficina da Tecelagem, em Novembro…

