E a praia dos pescadores agora, antes do Verão a encher, é linda!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Ericeira a azul e branco
E a praia dos pescadores agora, antes do Verão a encher, é linda!
terça-feira, 8 de junho de 2010
O Campeonato Mundial de Futebol
Ele aí está com todas as emoções e interesses que arrasta e atrai!Ontem dei comigo a ver uma e outra reportagem e a compreender o entusiasmo dos portugueses que vivem em África e se deslocam quilómetros para ver passar “os navegadores”. São grandes comunidades as que vivem na África do Sul e na Suazilândia, é gente que já lá nasceu mas não quer perder as raízes. É bonito, mesmo quando as manifestações são patéticas.
Sem gostar nem me interessar muito pelo futebol, desejo que este Campeonato seja um êxito para os organizadores da África do Sul.
É natural que se estabeleçam comparações com o Campeonato de Rugby de 1995 tão oportunamente aproveitado por Nelson Mandela para estabelecer pontes entre brancos e negros, para fazer uns e outros vibrar em torno de um jogo de brancos mas que ali, representavam a Nação. Agora é a vez do “desporto dos negros” … E Mandela há-de recordar a primeira equipa de futebol sul-africana reconhecida pela FIFA : a que ele próprio criou na prisão, onde também jogava Mbeki e Zuma. Diz-se que aí nasceu a ideia de usar o desporto “para chegar ao coração” de brancos e negros …
A actual selecção da África do Sul, os “Bafana, Bafana”, parece ser fraca mas arrasta uma história de afirmação do futebol como desporto que não deve ser esquecida. Até 1976 as equipas só podiam integrar negros – tal como as de rugby só tinham africanders ( um ou outro mestiço que “mudara de raça” podia ser admitido) e as de críquete eram para os ingleses brancos … Nenhuma destas equipas eram reconhecidas pelas organizações internacionais e um qualquer branco adepto de futebol era tido como subversivo.
A partir de 1976 as equipas de futebol passaram a ser mistas … mas os brancos eram sobretudo gregos , portugueses e um ou outro inglês. Em Junho desse ano, num jogo com a Argentina, a equipa sul-africana ganhou e houve uma verdadeira festa entre brancos e pretos. Dias depois, a polícia baleou estudantes no Soweto ( cidade-negra ao lado de Joanesburgo) e a revolta que se seguiu desencadeou o processo de libertação de Mandela.
Para a constituição de uma equipa verdadeiramente multirracial foi decisivo o papel de um homem, hoje com 55 anos, Jomo Sono – Sono é nome de família, “Jomo” é apelido de um bom líder. Depois de jogar na Liga Norte-Americana de Futebol , porque não podia ser um grande jogador no seu país, regressou nos anos 80 à África do Sul, comprou um clube emblemático ( o Highlands Park) e criou a sua equipa, o “Jomo Cosmos” - uma equipa que foi reconhecida pela FIFA em 1992 . Estava reabilitado o futebol sul-africano.
Em 1996, Jomo treinou a selecção nacional que ganhou a Taça dos Campeões Africanos em 98 e isso foi tão bom como a vitória no Rugby de 95.
Jomo ainda hoje treina os “miúdos” no “Rand Stadium” de Joanesburgo, onde se lê a frase : “Bem-vindos à Casa de Jomo Cosmos”. Jomo chama-se Ephraim Matsilela e nasceu a 17 de Julho de 1955, no Soweto.
A África do Sul é um país espantoso em recursos humanos , materiais e naturais, teve grandes líderes negros e brancos, tem quadros negros e brancos de valor internacional, tem uma comunidade portuguesa trabalhadora e responsável, tem um Povo que merece Paz, Desenvolvimento, Educação. Se o futebol puder contribuir, se os “navegadores” puderem ajudar, porque não?!

segunda-feira, 7 de junho de 2010
CURA Quântica
Como sou dada a leituras diferentes das minhas parceiras de Blog venho hoje trazer-lhes as impressões de um livro que acabei de ler e que recomendo vivamente.O Deepak Chopra é muito conhecido e tem muitos livros e videos publicados. É fundador do Centro Chopra para o bem estar, na Califórnia – uma referência na área das terapias alternativas. É médico endocrinologista .
”Com sua inovadora definição de medicina que busca a integração da mente, consciência, compreensão e inteligência, Deepak Chopra afirma que a cura é um processo estabelecido pelo corpo de dentro para fora. A disposição mental, a intenção e o desejo podem ser percebidos por todas as células, que passam a actuar visando a cura.
A esse processo ele conferiu o nome cura quântica – abordada neste livro em todos os seus aspectos biológicos e mentais. Baseando-se na ciência moderna e na sabedoria ancestral do Ayurveda, o autor relata casos reais e histórias fascinantes em apoio a um modelo de saúde e bem-estar que está em perfeita harmonia com um profundo conhecimento espiritual”.
“Segundo Chopra, não haverá mais milagres quando afinal assumirmos que nossa disposição mental, alinhada com o fluxo de energias da biologia, pode oferecer-nos a cura e o bem estar”.
Afastados de uma reflexão cuidada e alienados muitas vezes por quotidianos muito cheios de afazeres perdemos esta noção de diálogo entre o corpo, a mente e a alma.
Muita gente tem adoecido nestes últimos tempos e isso tem provocado em mim uma certa apreensão. Tenho lido vários autores de mensagens para esta época e tenho sentido que é preciso alterar o nosso esquema de vida.
domingo, 6 de junho de 2010
Histórias Boas do Mundo 20

Esta semana foi a revista TimeOut que nos trouxe uma Boa Notícia que partilhamos.Pouco conhecida e muito abandonada durante anos, a Tapada das Necessidades tem vindo a ser recuperada pouco a pouco.
O Grupo de Amigos da Tapada das Necessidades promove, todos os primeiros domingos do mês, uma visita gratuita e guiada, no intuito de dar a conhecer este espaço que data dos finais do séc XVI. Reza a história que este local terá sido uma zona agrícola, banhada pelo rio Tejo. É neste jardim, cheio de árvores exóticas, que se encontra um dos miradouros com uma vista privilegiada sobre a cidade de Lisboa. Mas, para além de tantas árvores, existem outros motivos de interesse como uma estufa circular, a Casa do Fresco, onde se guardavam sementes e plantas devidamente protegidas pela estrutura de pedra e proximidade de um lago; o Jardim dos Cactos, considerado um dos mais belos da Europa e ainda o que foi o atelier da rainha D. Amélia e agora é o gabinete de trabalho do antigo presidente Jorge Sampaio. Para saber mais, pode-se consultar o site do Grupo de Amigos: gatnecessidades.blogspot.com
Uma tapada renovada e florida na nossa cidade também é uma Boa Notícia!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
A propósito de João Aguiar
Entretanto, na mesma página da Net, num dos habituais inquéritos sobre temas vários, perguntava-se: conhece a obra de João Aguiar? E chocou-me muito constatar que só 12% das respostas eram no sentido positivo, contra 88% de respostas negativas. Como é possível?
E não pude deixar de rascunhar estas linhas, lembrando um pouco do muito que João Aguiar fez pela nossa cultura, pelos nossos jovens, pelas nossas letras.
Pois bem, João Aguiar nasceu em Lisboa em 1943. Na sua infância passou por Moçambique, licenciou-se em jornalismo, trabalhou na rádio, na imprensa ena televisão. Foi coordenador do programa Rua Sésamo, na RTP. Iniciou a carreira literária com quarenta anos e o seu primeiro romance foi A Voz dos Deuses -Memórias de um companheiro de armas de Viriato, em 1985, um dos livros mais lidos entre nós e traduzido em diversas línguas. Como já atrás referi, é o autor da colecção infantil O bando dos Quatro e, mais recentemente, publicou Uma Deusa na Bruma, 2003 e O Sétimo Herói, 2004. Foi prémio Eça de Queiroz em 1995. Colaborou em várias séries para a televisão, escrevendo guiões e diálogos.
O último livro foi publicado em 2008, com o título "O Priorado do Cifrão”, livro bastante polémico segundo uns, muito acutilante segundo outros. Ainda não o li mas vou apressar-me a fazê-lo, assim que tenha um tempinho livre. Estava agora a preparar um livro sobre a revolta popular de 1383, que colocou no poder o Mestre de Avis, obra que não chegou a ser concluída.
Seria bom que os mais novos o não esquecessem e que o dessem a conhecer aos mais velhos, fazendo jus às boas práticas do Plano Nacional de Leitura que recomenda a leitura das obras de João Aguiar.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Ainda o Facebook
Com todas as perigosidades, limitações e frivolidades de que possa, eventualmente, padecer esta rede social e outras tantas que por aí proliferam, continuo a ser diariamente surpreendida por história curiosas algumas, ternurentas outras, verdadeiramente deliciosas outras tantas.
Ora vejam, através do FB reencontrei e estou a par do que se passa com uma grande parte da família que por motivos bem diversos estava até agora ausente.
Foi no Fb que fui visitada por colegas que não via há tantos anos, nem sei quantos! Colegas do meu início de carreira, que me marcaram e a quem não fui indiferente.
Por aqui me entraram “Olás”, “Lembra-se de mim?”, “Quero ser seu amigo/a”, “Veja lá se ainda sabe quem sou…”, “Que bom tê-la encontrado aqui”, que me fizeram sempre sorrir, abrir a boca de espanto , comparar fotos e memórias e me fizeram sempre dizer que valeu a pena!
No FB descobri grupos sociais interessantes, aderi a causas que me tocam e com as quais me identifico, troquei experiências, descobri leituras e exposições.
Descobrimos netos e sobrinhos dos nossos amigos e colegas, uma novíssima geração que mostra quase tudo nesta rede e que não conhecíamos.
Também, no FB tenho podido partilhar muitas músicas, êxitos recentes ou recordando melodias e baladas que cantarolei na minha infância e juventude! Tenho partilhado e dado a conhecer, lá no meu cantinho, pequenos vídeos e trabalhos do Youtube, essa inesgotável fonte de imagens e sucessos do mundo social e artístico, nacional e internacional.
Ainda ontem, numa reunião de amigas, lá veio à baila o assunto incontornável do Facebook. E todas, ou quase todas, tínhamos histórias de encontros, descobertas, assuntos antigos desenterrados através do FB, tanta coisa para exemplificar as vantagens desta rede. Dos perigos constatámos que todas nos sabíamos defender e que só realmente publicamos o que em nada nos possa afectar.
De entre as muitas histórias que partilhámos, a do grupo de antigas alunas do Maria Amália, hoje na casa dos cinquenta, que já tem agendado um almoço com a professora de Português do 6º e 7º ano, que tanto admiravam e que descobriram, com muita alegria, ainda estar viva e bem viva, a trabalhar numa Universidade da terceira idade, encantou-nos.
Do longe se faz perto, não se perdem laços, revivem-se tempos passados e… tudo à distância de um clic. Com a liberdade de escolha, só aceitamos quem queremos ter por perto, quando e como.
Então, não é giro?
Ora vejam, através do FB reencontrei e estou a par do que se passa com uma grande parte da família que por motivos bem diversos estava até agora ausente.
Foi no Fb que fui visitada por colegas que não via há tantos anos, nem sei quantos! Colegas do meu início de carreira, que me marcaram e a quem não fui indiferente.
Por aqui me entraram “Olás”, “Lembra-se de mim?”, “Quero ser seu amigo/a”, “Veja lá se ainda sabe quem sou…”, “Que bom tê-la encontrado aqui”, que me fizeram sempre sorrir, abrir a boca de espanto , comparar fotos e memórias e me fizeram sempre dizer que valeu a pena!
No FB descobri grupos sociais interessantes, aderi a causas que me tocam e com as quais me identifico, troquei experiências, descobri leituras e exposições.
Descobrimos netos e sobrinhos dos nossos amigos e colegas, uma novíssima geração que mostra quase tudo nesta rede e que não conhecíamos.
Também, no FB tenho podido partilhar muitas músicas, êxitos recentes ou recordando melodias e baladas que cantarolei na minha infância e juventude! Tenho partilhado e dado a conhecer, lá no meu cantinho, pequenos vídeos e trabalhos do Youtube, essa inesgotável fonte de imagens e sucessos do mundo social e artístico, nacional e internacional.
Ainda ontem, numa reunião de amigas, lá veio à baila o assunto incontornável do Facebook. E todas, ou quase todas, tínhamos histórias de encontros, descobertas, assuntos antigos desenterrados através do FB, tanta coisa para exemplificar as vantagens desta rede. Dos perigos constatámos que todas nos sabíamos defender e que só realmente publicamos o que em nada nos possa afectar.
De entre as muitas histórias que partilhámos, a do grupo de antigas alunas do Maria Amália, hoje na casa dos cinquenta, que já tem agendado um almoço com a professora de Português do 6º e 7º ano, que tanto admiravam e que descobriram, com muita alegria, ainda estar viva e bem viva, a trabalhar numa Universidade da terceira idade, encantou-nos.
Do longe se faz perto, não se perdem laços, revivem-se tempos passados e… tudo à distância de um clic. Com a liberdade de escolha, só aceitamos quem queremos ter por perto, quando e como.
Então, não é giro?
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Manhã cinzenta, memória de tempo.
Hoje está um dia húmido e quente, parece que vai desabar sobre a cidade uma grande trovoada. Daqueles dias em que a preguiça nos invade e parece que tudo pára.
Há pouco fui até à papelaria da esquina buscar umas revistas e passei pelo mini mercado da praça para fazer umas pequenas compras. Não havia qualquer movimento de pessoas, parecia o meu Alentejo na hora da sesta. A senhora da papelaria dormitava e o casal do mini mercado abria a boca com vontade de uma soneca. Há momentos em que por qualquer circunstância, (cheiro, atmosfera ou cor) nos transportamos para as memórias de outros tempos. Foi o que aconteceu nesta tarde…lembrei-me do verão no Alentejo.
Tardes que duravam uma eternidade nas férias grandes e em que o suor e a cal se misturavam no ar. Noites em que brincava na rua e via os vizinhos sentados nos degraus das portadas, cavaqueando até tarde. Só se regressava ao interior das casas quando um ventinho mais fresco nos devolvia alguma energia perdida.
Nessa época, a que recordo agora, as casas ainda não tinham água canalizada e nem todos tinham electricidade. Portanto, aproveitávamos o longo serão para ir à fonte que, por acaso, se chamava “fonte das bicas” e tinha realmente várias bicas.
Ainda lá está a fonte, só que já esgotou a sua nascente! As bilhas modeladas naquele barro vermelho da região cheiravam a terra molhada e mantinham a água sempre fresca. Quando voltávamos da fonte, tínhamos espaço de tempo para cantar, numas rodas de miúdos, as cantigas da época e fazíamos os jogos tradicionais correndo atrás de lenços, fazendo pontes com os braços ou casando alguém no centro da roda( “quem anda no meio é bem bonitinho…e para casar tem certo jeitinho!!.....”).
O tempo passou muito rápido, isto são só memórias… que bom hoje haver ventoinhas, ar condicionado, televisão, computadores, água com abundância nas torneiras … só lamento as cantigas de roda, essas músicas e letras tradicionais que nos faziam rir, pular e ser muito felizes!
Há pouco fui até à papelaria da esquina buscar umas revistas e passei pelo mini mercado da praça para fazer umas pequenas compras. Não havia qualquer movimento de pessoas, parecia o meu Alentejo na hora da sesta. A senhora da papelaria dormitava e o casal do mini mercado abria a boca com vontade de uma soneca. Há momentos em que por qualquer circunstância, (cheiro, atmosfera ou cor) nos transportamos para as memórias de outros tempos. Foi o que aconteceu nesta tarde…lembrei-me do verão no Alentejo.
Tardes que duravam uma eternidade nas férias grandes e em que o suor e a cal se misturavam no ar. Noites em que brincava na rua e via os vizinhos sentados nos degraus das portadas, cavaqueando até tarde. Só se regressava ao interior das casas quando um ventinho mais fresco nos devolvia alguma energia perdida.
Nessa época, a que recordo agora, as casas ainda não tinham água canalizada e nem todos tinham electricidade. Portanto, aproveitávamos o longo serão para ir à fonte que, por acaso, se chamava “fonte das bicas” e tinha realmente várias bicas.
Ainda lá está a fonte, só que já esgotou a sua nascente! As bilhas modeladas naquele barro vermelho da região cheiravam a terra molhada e mantinham a água sempre fresca. Quando voltávamos da fonte, tínhamos espaço de tempo para cantar, numas rodas de miúdos, as cantigas da época e fazíamos os jogos tradicionais correndo atrás de lenços, fazendo pontes com os braços ou casando alguém no centro da roda( “quem anda no meio é bem bonitinho…e para casar tem certo jeitinho!!.....”).
O tempo passou muito rápido, isto são só memórias… que bom hoje haver ventoinhas, ar condicionado, televisão, computadores, água com abundância nas torneiras … só lamento as cantigas de roda, essas músicas e letras tradicionais que nos faziam rir, pular e ser muito felizes!

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