sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Gumdrop


Podiam ser gomas mas não, trata-se de um recipiente para recolha de pastilhas elásticas. Foi criado por Anna Bullus e está espalhado pelas ruas de Londres e Nova Jérsia. A ideia nasceu de uma observação simples : na Oxford Street todos os dias são deitadas para o chão 30 mil pastilhas. Ganhou forma com a possibilidade de aproveitar a borracha para criar objectos. E acabou inventado o Gumdrop. Como os londrinos consomem aproximadamente 7 mil toneladas de pastilhas por ano, Anna Bullus admite que, se começar a recolher nos Gumdrops 10% das patilhas, conseguirá ter matéria prima para produzir um milhão de novos “pastilhões” que poderão vir a recolher outros 90% de chiclets …
Trata-se de uma invenção que pode poupar os 10 milhões de libras que se gastam em Londres para remover as pastilhas das ruas. Por enquanto Anna Bullus, de 25 anos, formada em design 3D em Brigton, recebeu dois prémios: o das “35 mulheres abaixo de 35 a Criar o Futuro” e um outro, o dos “20 melhores capazes de Mudar o Mundo em 2010”.
E não é só para gumdrops que servem as pastilhas – podem construir-se caixas, brinquedos, bancos, mesas e até vestuário.

São ideias como esta que contribuem para resolver pequenos e grandes problemas e fazer milionários …

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Saga dos Bacalhoeiros


É o tema do livro de Anselmo Vieira, “ Nos Mares da Terra Nova – A Saga dos Bacalhoeiros” que acabei de ler.
O autor, ao mesmo tempo que reconstitui a última viagem do bacalhoeiro “Júlia IV” e narra como um diário de bordo o quotidiano dos homens que vivem seis meses em campanha, é um testemunho autobiográfico na pessoa de Telmo, o piloto.
Na época, em 1948, a frota portuguesa era a única que chegava aos mares da Gronelândia e ao Banco da Terra Nova, com veleiros quase medievais, uns com motor auxiliar, outros sem ele. Todos sem meios de comunicação para além de um rádio rudimentar, sem processos de detecção de obstáculos ( icebergues, outros barcos,…) para além da observação directa, sem forma de calcular profundidades marinhas para além da “sondagem de prumo” ( com fio …). Entre os dories e o lugre comunicava-se com búzios, entre o lugre e os dories com tiros de pólvora seca … Para sobreviver aos intensos nevoeiros e não chocar com icebergues ou outros navios, valia-lhes a “ vigilância de Deus”, o olfacto e a sensibilidade ao frio da aproximação de massas de gelo e aos aparelhos mais sofisticados das frotas espanholas, francesas e russas.
A tripulação de um lugre-tipo como o “Júlia IV”, era de 35 ou 36 homens : dois oficiais ( Capitão e Piloto), um Primeiro Motorista e um ajudante ( os que tinham motor), um Contramestre, um Cozinheiro, 27 pescadores e 2 ou 3 moços para os trabalhos de bordo. Durante meio ano longe da família, aguardavam a chegada do navio-hospital Gil Eanes para receberem correspondência e encomendas. Os oficiais, quase sempre oriundos de Ílhavo e arredores, os pescadores da região da Figueira da Foz.

Valeu a pena a leitura e fiquei também a saber que se chama “ Grande Banco da Terra Nova” a uma zona planáltica com cerca de 400 km2, onde o relevo do fundo oceânico passa de 5 000m de profundidade para 100m. E ainda a origem do termo “mata-bicho” que às vezes se associa à primeira refeição da manhã e que era afinal o copinho de bagaço servido a todos os pescadores de manhã, antes de irem para a pesca.

domingo, 5 de setembro de 2010

Histórias Boas do Mundo 33

Na madrugada de 1 de Agosto foram vistos catorze flamingos, na maioria jovens, na reserva natural do estuário do Rio Douro. Há mais de 80 anos que não eram vistos por ali.

"Não havia observações de flamingos no Douro há muito tempo, mas tem-se registado a sua expansão para Norte, depois de há alguns anos terem sido vistos em Aveiro e em Esmoriz", explicou à agência Lusa Nuno Gomes Oliveira, director do Parque Biológico de Gaia.

sábado, 4 de setembro de 2010

Lisboa Verde e Viva 2

O nosso roteiro em busca de “verde” continuou hoje e levou-nos aqui bem perto, aos jardins da Fundação Gulbenkian.
Só que hoje, mais do que “verde”, tropeçámos em Vida : pardais e pombos que acompanham quem toma um café na pequena explanada e aguardam sem medo umas migalhitas; patas e patos num delírio de brincadeira e mergulhos…
Estava um dia quente que ficou esquecido no meio da frescura das plantas, da água de rega, dos regatos e lagos.

É um privilégio estar aqui tão perto !!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O mundo rural está a arder

A nostalgia de verde que nos ataca, o desejo “de campo”, fica suspenso quando se vêm imagens dos violentos incêndios que, ora aqui, ora ali, deixam vastas zonas cobertas de cinzas, casas salvas rodeadas de cinzento e fumo, população desesperada do medo, das perdas e do futuro. Arderam as hortas, os pomares, os jardins, a floresta, os animais que não conseguiram ser salvos ou fugir. Se é duro pensar nisso, como será vivê-lo !
Saber que a maior parte dos fogos são ateados por loucos, bêbados, vingadores … dá para me sentir racista e com vontade de os amarrar a um pinheiro e deixar arder lentamente. É feio, não se deve desejar isso. Mas se passassem o resto da vida com uma grilheta nos pés, limpando matas, a pão e água? Não … ficam em casa com pulseira electrónica ou são presos por 6 meses até à próxima época de fogos. Não pagam prejuízos porque não têm bens, ficam protegidos e alimentados por todos nós !!

Já não quero viver no campo!

Nota : as imagens são da net

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Vestígios de civilizações desconhecidas

Por várias vezes li esta notícia : “ As Pirâmides com cerca de 11 mil anos submersas no Japão podem confirmar a Terceira Raça “

Esta semana voltei a ler, enviada por mail. Vamos registar e aguardar que a investigação prossiga.

“Há 6 mil anos, as ruínas eram terras emersas, ligadas ao continente. A elevação do nível dos mares ao longo de eras fez submergir territórios como os da costa de Yonaguni. Há especulações sobre a "identidade" da civilização sepultada naquelas águas. Muitos falam em Atlântida mas, se parte de uma "civilização perdida" repousa no leito daquele mar, então o mais certo é que seja a Lemúria ou Mu, ainda mais antiga, chamada pelos esotéricos de civilização da Terceira Raça.”

“Desde 1995, mergulhadores e cientistas japoneses da equipa do Dr. Masski Kimura, estudam as ruínas desta cidade localizadas a alguns quilómetros da ilha de Yonaguni . Os estudos geológicos calcularam a idade destes achados como tendo 11.000 anos , o que os torna como uma das edificações mais antigas do planeta.”
“A pirâmide que foi encontrada tem o mesmo estilo das aztecas e maias (constituídas de 5 andares e alinhadas de acordo com pontos cardeais), bem como um conjunto completo de zigurates, demarcando áreas e regiões específicas “. Esta pirâmide tem 600 pés de largura e 90 pés de altura e foi datada de há 8 000 a.C

E há coincidências :as pirâmides do Egito estão alinhadas com a constelação de Orion (Osíris), as pirâmides encontradas na China alinham perfeitamente com a constelação de Gémeos, os Templos astecas de Tecnochtitlan estão alinhados com a constelação de Urso, Angkor Wat ( Cambodja) alnham-se com a constelação do Dragão …
Entre os achados destaca-se a “Okinawa Roseta Stone”, com símbolos que foram encontrados também nas pedras das ruínas submersas.

Yonaguni pode ser o mais antigo conjunto arquitectónico da história e desvendar mistérios por descobrir sobre a origem dos Humanos. OXALÁ.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Lisboa Verde 1

“Fome” de verde numa cidade com 42º!
Decidimos procurar “oásis” e começámos pelo “Espaço Monsanto” – um pedacinho do Parque Florestal de Lisboa. E, apesar do calor e do tempo seco, lá mergulhámos nos trilhos cobertos de folhas e caruma aguardando incêndio, entre árvores e arbustos procurando sombras.


Descobrindo aqui e ali pequenas “jóias” : medronheiros cheios de frutos dourados e duros do calor, uma figueira com figos que comi e eram óptimos, uns troncos-escultura, uma árvore de bagas vermelhas (?).
O edifício onde costuma haver actividades para crianças e um mini-museu da fauna local estava fechado – era 2ª feira … O pequeno bar que em tempos esteve aberto foi substituído por duas máquinas de bebidas e comidas …
Dentro e fora deste espaço, os “corredores” para pedestres e bicicletas parecem apetecíveis mas não se vê vivalma – será mesmo seguro?

Vamos voltar no Outono.