domingo, 19 de setembro de 2010

Histórias Boas do Mundo 35

O ilusionista Luís de Matos recebeu esta semana, em Coimbra, o «Merlin Award» para melhor mágico da década, atribuído recentemente pela International Magicians Society.
Segundo uma nota de imprensa, com o prémio Merlin «Illusionist of the Decade» esta associação internacional «pretende homenagear o mágico que mais se destacou, a nível mundial, no conjunto de trabalhos desenvolvidos no período de 2000 a 2010».
A sua primeira distinção pela International Magicians Society foi em 1998, em consequência do espectáculo construído para a Expo98.
É uma “História Boa” e talvez seja significativo estarmos tão orgulhosos de um prémio atribuído a um português que, para trabalhar e divulgar a sua arte, foi em Espanha que encontrou apoio televisivo … MAS É PORTUGUÊS !! ( isso costuma bastar-nos – estou a ficar mázinhaaaaaaaa …).





Nota: passámos uma semana muito ausentes. A vida aqui na “comunidade” esteve difícil … e o Amon ainda não sabe aceder ao blogue… Isto vai melhorar!

sábado, 18 de setembro de 2010

Castelos e Pousadas 2

Na “rota dos castelos” da semana passada, fomos do de Palmela para o Castelo ou Forte de São Filipe de Setúbal – lugar tranquilo, com 360º de vista para belos espaços : mata, cidade, rio. Na esplanada da Pousada fica-se bem.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Castelos e Pousadas 1

Por estranho que possa parecer passámos inúmeras vezes à vista de Palmela e nunca lá tínhamos entrado. Visitar o castelo e a pousada em fim de semana sem nenhuma festa programada, deu para ver com calma apesar dos casamentos em série e perceber o desleixo com que se trata aquilo que mais bonito há para oferecer.
Era sábado mas o posto de turismo estava fechado, o museu da Igreja de Santiago também, o cafezinho com uma esplanada que podia ser agradável tinha máquinas de tirar bebidas e “comidas” e um monte de entulho à frente…
À entrada do Castelo anuncia-se uma exposição sobre “arte islâmica” mas não se percebe onde e nem a recepção da Pousada sabia dar informação! “Isso é com a Câmara” – mas recebem turistas, sobretudo estrangeiros a quem talvez tivessem obrigação de informar…
Esquecemos e fomos só VER . Depois … fomos tomar um café à “Rua de Nenhures”.

domingo, 12 de setembro de 2010

Histórias Boas do Mundo 34


“ Os caçadores furtivos estão a aumentar em África mas os chimpanzés selvagens estão a aprender a desactivar as armadilhas sem se magoarem”- Sábado, nº332
Fomos saber mais:
Esta descoberta foi feita por biólogos da Universidade de Quioto depois de constataram que os chimpanzés da zona de Bossou na Guiné- Conacri não morriam nem eram encontrados com tantas feridas como noutras regiões de África. Acabaram por descobrir a capacidade dos animais em reconhecer as armadilhas e em desarmá-las sem que fossem activadas. Fizeram-se registos vídeo e a notícia publicada primeiro na revista Primata foi depois divulgada em muitos outros meios de comunicação, em todo o mundo.
As populações da zona de Bossou costumam usar uma armadilha que consiste num laço feito de arame, preso a uma corda que, por sua vez, está ligada a um ramo. O animal ao passar no meio do arame activa a armadilha, que o prende, por exemplo, pelo pescoço ou pela pata. Observou-se que os chimpanzés pegavam no ramo, davam-lhe pancadas leves e agarravam-no de seguida sem tocar no fio que activa a armadilha. Os investigadores pensam que os chimpanzés aprenderam por observação mais do que pelo método habitual de “tentativa e erro”.
Não devíamos admirar-nos já que chimpanzés e humanos têm em comum 96% da composição genética e há testemunhos vários de comportamentos inteligentes entre os primatas, de atitudes de cooperação, de manifestação de sentimentos e emoções( alegria, dor , medo). Aprendem com os mais velhos, sabem usar ferramentas e são capazes de assimiliar a linguagem dos sinais.
Não conseguimos encontrar os vídeos dos investigadores japoneses mas deixamos uma foto das armadilhas e dois pequenos filmes com comportamentos inteligentes dos chimpanzés.

sábado, 11 de setembro de 2010

Festival de gaivotas

Hoje, no Porto de Setúbal, entre dezenas de barcos de pesca. Com um Sol lindo e um mar azul esverdeado.
( só a nossa amiga madeirense para nos fazer ir … e depois gostar!)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Gumdrop


Podiam ser gomas mas não, trata-se de um recipiente para recolha de pastilhas elásticas. Foi criado por Anna Bullus e está espalhado pelas ruas de Londres e Nova Jérsia. A ideia nasceu de uma observação simples : na Oxford Street todos os dias são deitadas para o chão 30 mil pastilhas. Ganhou forma com a possibilidade de aproveitar a borracha para criar objectos. E acabou inventado o Gumdrop. Como os londrinos consomem aproximadamente 7 mil toneladas de pastilhas por ano, Anna Bullus admite que, se começar a recolher nos Gumdrops 10% das patilhas, conseguirá ter matéria prima para produzir um milhão de novos “pastilhões” que poderão vir a recolher outros 90% de chiclets …
Trata-se de uma invenção que pode poupar os 10 milhões de libras que se gastam em Londres para remover as pastilhas das ruas. Por enquanto Anna Bullus, de 25 anos, formada em design 3D em Brigton, recebeu dois prémios: o das “35 mulheres abaixo de 35 a Criar o Futuro” e um outro, o dos “20 melhores capazes de Mudar o Mundo em 2010”.
E não é só para gumdrops que servem as pastilhas – podem construir-se caixas, brinquedos, bancos, mesas e até vestuário.

São ideias como esta que contribuem para resolver pequenos e grandes problemas e fazer milionários …

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Saga dos Bacalhoeiros


É o tema do livro de Anselmo Vieira, “ Nos Mares da Terra Nova – A Saga dos Bacalhoeiros” que acabei de ler.
O autor, ao mesmo tempo que reconstitui a última viagem do bacalhoeiro “Júlia IV” e narra como um diário de bordo o quotidiano dos homens que vivem seis meses em campanha, é um testemunho autobiográfico na pessoa de Telmo, o piloto.
Na época, em 1948, a frota portuguesa era a única que chegava aos mares da Gronelândia e ao Banco da Terra Nova, com veleiros quase medievais, uns com motor auxiliar, outros sem ele. Todos sem meios de comunicação para além de um rádio rudimentar, sem processos de detecção de obstáculos ( icebergues, outros barcos,…) para além da observação directa, sem forma de calcular profundidades marinhas para além da “sondagem de prumo” ( com fio …). Entre os dories e o lugre comunicava-se com búzios, entre o lugre e os dories com tiros de pólvora seca … Para sobreviver aos intensos nevoeiros e não chocar com icebergues ou outros navios, valia-lhes a “ vigilância de Deus”, o olfacto e a sensibilidade ao frio da aproximação de massas de gelo e aos aparelhos mais sofisticados das frotas espanholas, francesas e russas.
A tripulação de um lugre-tipo como o “Júlia IV”, era de 35 ou 36 homens : dois oficiais ( Capitão e Piloto), um Primeiro Motorista e um ajudante ( os que tinham motor), um Contramestre, um Cozinheiro, 27 pescadores e 2 ou 3 moços para os trabalhos de bordo. Durante meio ano longe da família, aguardavam a chegada do navio-hospital Gil Eanes para receberem correspondência e encomendas. Os oficiais, quase sempre oriundos de Ílhavo e arredores, os pescadores da região da Figueira da Foz.

Valeu a pena a leitura e fiquei também a saber que se chama “ Grande Banco da Terra Nova” a uma zona planáltica com cerca de 400 km2, onde o relevo do fundo oceânico passa de 5 000m de profundidade para 100m. E ainda a origem do termo “mata-bicho” que às vezes se associa à primeira refeição da manhã e que era afinal o copinho de bagaço servido a todos os pescadores de manhã, antes de irem para a pesca.