quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Longa vida para Manuel de Oliveira
Manuel de Oliveira representa o que seria desejável para a Vida desta espécie: longevidade saudável, lúcida, inteligente, realizada, feliz.
domingo, 10 de outubro de 2010
Histórias Boas do Mundo 38
No fim de semana passado realizou-se em Santiago de Compostela a final do concurso “ Ciencia en Acción” . Houve uma centena de trabalhos finalistas de diversos países ( Argentina, Colômbia, Espanha, México, Uruguai e Portugal), distribuídos por 17 categorias. Dos 13 projectos portugueses que chegaram à final, seis foram premiados com três primeiros prémios e três menções honrosas.Os primeiros prémios foram atribuídos aos projectos “ A Herança d’Os Maias” ( do Instituto de Biologia Molecular e Celular), “ Vidas a Descobrir :Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono” ( da Associação Viver a Ciência) e “Projecto Eldão” ( da Esc.Secundária/3 de Santa Comba Dão”.
Este concurso, já na 11ª edição, tem como objectivo aproximar a ciência e a tecnologia do grande público, de uma forma dinâmica e interessante, suscitando o envolvimento dos jovens.
Não demos pela notícia em noticiários televisivos…
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Viagens virtuais
Se fosse homem teria sido viajante de mochila pelo mundo, trabalhando aqui e ali para poder continuar … Como mulher “não me lembrei de ser” agente de viagens, repórter … ou de ter feito opções corajosas . Disparates!! A verdade é que é mais cómodo “viajar” sem sair de casa, sem alterar rotinas e sem abandonar o gato …
Isto só para falar de uma colecção belíssima de “livros de viagens”, publicada pela “Tinta da China”. Uns são de autores já editados noutros países, outros são de autores portugueses. Uns foram vendidos recentemente com a revista Sábado, outros não.
Claro que comprei toda a colecção mas só posso recomendar aqui os dois que li : “Uma ideia da Índia” de Alberto Moravia e “Caderno Afegão” de Alexandra Lucas Coelho.
O primeiro foi escrito a partir de reflexões registadas numa viagem em 1961, na companhia de Pier Paolo Pasolini.
“Estiveste na Índia. Divertiste-te ?Não
Aborreceste-te? Também não
O que te aconteceu na Índia? Fiz uma experiência
Em que consiste a experiência?
A Índia é a Índia – o contrário da Europa
É o país da religião. É um conceito de vida segundo o qual tudo aquilo que parece real não é real e tudo aquilo que não parece real é real”
E fala-se do povo, da tragédia da fragmentação da Índia depois da independência, dos campos e das cidades, da filosofia e da religião, das castas e das tradições vedas.
O “Caderno afegão “ foi escrito depois de um mês de experiência afegã da autora, em 2008 – jornalista do “Público” e repórter experiente que escreve muito bem.
Descreve-nos um Afeganistão com uma natureza diversificada : regiões planas e áridas, regiões montanhosas, vales e zonas verdejantes, rios e lagos – o imenso Band-e-Amir, um “mar” a 2916m de altitude, local de peregrinação e recreio, com “gaivotas” para pedalar na água e antigo ponto de paragem de hippies a caminho de Katmandu. Hoje um pouco degradado.
Faz um percurso do centro ( Cabul), para leste (Herat), oeste ( Jalalabad)), sul ( Kandahar) e norte ( Mazar-i-sharif) . Convive com afegãos de várias etnias : pashtuns, tajiques, hazaras, uzbeques. Apercebe-se da importância do clã, da tribo e da etnia, dos códigos de comportamento específicos , da importância menor que tem a nação, da pouca ou nenhuma consideração pelos estrangeiros . Pelos estrangeiros que sempre disputaram os seus territórios ( russos, ingleses, franceses, americanos …) e por aqueles que agora dizem estar a ajudar – uns honestamente, outros nem por isso…
Apercebe-se da fraca liderança actual e do respeito que ainda existe pelos talibans que souberam impor a ordem – opinião por certo mais comum entre os homens do que entre as mulheres … Descreve ambientes, hábitos, quotidianos, preocupações de quem vê para além dos talibans – os “senhores da guerra” do norte podem ser mais perigosos que os talibans ao sul. Leva-nos também a Bamiyam e ao que resta dos Budas que diz uma lenda eram uma espécie de Romeu e Julieta com 1500 anos –“ eram primos, amavam-se e os pais não os deixavam casar. Então rezaram a Deus e tornaram-se estátuas” !! Mas, construídos na Rota da Seda é mais seguro vê-los como símbolos do budismo. A governadora da cidade ( a única mulher com esse cargo no país), prevê a reconstrução de pelo menos um deles e a recuperação das pinturas existentes em algumas das 12 mil grutas da zona. Uma equipa da Unesco a trabalhar na recuperação assegura “ que a primeira pintura a óleo do mundo foi feita em Bamiyan” .
Vale a pena ler estes dois livros e por certo todos os outros - é só procurar porque as capas são inconfundíveis.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010
PORMENORES
Tudo o que se relaciona com as embarcações e com as constantes viagens pelos canais desperta a curiosidade e o interesse de todos que, como eu, não estão habituados a usar este meio de transporte. Foi, sem dúvida, o aspecto que me marcou mais e que mais me fez reflectir na vida nada fácil que têm os habitantes de uma cidade que desenvolve toda a sua actividade social e económica em função de uma mobilidade marítima, quer faça sol, quer chova a potes.
Assim, sempre que podia, não tirava os olhos da operação hábil dos jovens funcionários da ACTV, a companhia de vaporetos que serve a cidade com carreiras constantes. Muito activos, a cada aproximação do novo cais, afastam as pessoas da entrada para poderem, em segurança , atracar, dar ordem de saída e de entrada a novos passageiros.
As gôndolas são, na verdade, lindíssimas embarcações, algumas com pormenores e enfeites muito elegantes.
Quando deixava as margens e me embrenhava pelo interior de cada zona ia descobrindo aspectos normais da vida da cidade – as roupas penduradas a secar em cordas de prédio a prédio, os sacos de lixo pendurados em ganchos próprios para a recolha diária e em muitos bairros diferenciada, havendo a recolha diária do lixo orgânico e a do papelão, dos plásticos e dos vidros em dias diferentes, para melhor rentabilidade. Andando a pé pelas ruas verifiquei como as casas de Veneza estão envelhecidas e a necessitar de uma urgente política de reabilitação. Mas alguns aspectos, mesmo degradados, podem ter tanta beleza, graças aos tons ocre, castanho e avermelhado que mais parecem pinturas.

Também, de nariz no ar, lá fui descobrindo os diferentes candeeiros, alguns cartazes que até anunciavam uma mostra de filmes portugueses, portões de ferro forjado que podiam estar ali como noutra cidade qualquer, tons avermelhados que já começavam a tingir a natureza com belos tons de Outono, pérolas do cinema italiano dos anos 60/70, em posters e capas de discos, as célebres máscaras venezianas de todas as formas e feitios, um quadro da Callas feito em troncos e folhas, peças lindas de cristal de Murano, já com design muito moderno.



E, em S. Marco, todos os pormenores de decoração dos imponentes edifícios. Somos mesmo obrigados a parar, olhar, ver, descobrir, apreciar tanta beleza!

Como remate aos pormenores que registei, tenho de deixar a imagem da cadelinha Anita com quem passei óptimos momentos de brincadeira, de passeio e convívio, ela que me adoptou como se fosse mais um elemento da família e me saudava com tanto entusiasmo quando regressava a casa. É muito simpática e um caso raro de sucesso. Sempre que sai à rua conquista as pessoas por quem passa, todos a querem acariciar!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Temos graça … ou não?!

O apartamento fora doado pelo Governo angolano e destinava-se a acolher os diplomatas que se deslocassem a Luanda.
O esforçado motorista queria estar “sempre à mão” para servir a Embaixada, coisa que não podia fazer morando longe. Propôs ao Embaixador da época ( não referido na notícia mas que deve ser fácil identificar ) pernoitar no apartamento. Foi autorizado … por 15 dias.
Os anos passaram, o homem casou, teve filhos, divorciou-se e saiu do apartamento deixando lá a ex-mulher. Em 2009 teve a gentileza de informar a Embaixada que a ex-mulher tinha registado o apartamento em seu nome …
“Prontamente” a Embaixada instaurou um processo disciplinar, acusou o motorista de desvio de documentos e abuso de confiança e despediu-o. Não se pode ser honesto … se o homem não tivesse falado !!
A questão está em tribunal e a Embaixada paga as despesas … Tal como pagou em 1994 mais de 5 000 euros de arranjos , cerca de 20 000 dólares
na instalação de um depósito de água e de um gerador de emergência e, em 2003 ,o arranjo dos elevadores … Que generosidade!!
E já agora, durante os anitos da ocupação, não houve diplomatas a pernoitar em Luanda ou foi mais cómodo e barato alojá-los em hotel de cinco estrelas?
Connosco, dinheiro não é problema !! E como somos bons a zelar pelo que não nos pertence …
E não há, nestas medidas de recuperação financeira, forma de imputar os custos decorrentes destas situações a quem as permite? … NÃO HÁ, “ é irrelevante” !!
domingo, 3 de outubro de 2010
Histórias boas do Mundo 36

Dois alunos da Escola secundária de Odemira, Inês Marques e Kristoffer de Sá Hog, conquistaram o terceiro lugar na final Europeia para Jovens Cientistas, cuja 22ª edição terminou esta terça-feira, em Lisboa. Os dois estudantes levaram para casa um prémio no valor de 3500 euros pela investigação sobre estruturas geológicas costeiras.
O primeiro lugar na competição foi ex-aequo para participantes da Hungria, Polónia e República Checa e a entrega de prémios decorreu no Pequeno Auditório do CCB. Ao todo foram apresentados, em Lisboa, 85 projetos de investigadores de 39 países.
"Rochas do Sudoeste - os mistérios escritos na pedra", era o título do projeto de Inês e Kristoffer. Para os dois jovens tudo começou, conforme conta o Diário de Notícias, com uma saída de campo do Clube de Ciências da escola na costa entre a Zambujeira do Mar e o Carvalhal. Aí depararam-se com pequenas esferas de arenito perfeitas e intrigantes pela sua forma peculiar.
Com o apoio da professora que os acompanhava, os dois jovens decidiram pegar no mistério e, ao longo do ano letivo, desenvolveram a sua investigação. Recolheram amostras no terreno, analisaram-nas na escola e acabaram por fazer exames laboratoriais mais finos na Escola Superior Agrária de Beja, que os apoiou nesse trabalho. No final, conseguiram formular duas hipóteses para explicar a origem das estranhas esferas.
"Ou houve uma má distribuição do calcário naquela zona há milhões de anos, ou este calcário era de origem biológica e as esferas cresceram do centro da periferia", explicaram ao DN, repetindo as conclusões que explicaram ao júri durante a exposição dos trabalhos no Museu da Electricidade.
Inês é agora caloira na Universidade Nova de Lisboa, onde ingressou no curso de Engenharia Geológica, e Kristoffer prosseguirá os estudos na Dinamarca. A investigação não está concluída e os dois recém-unviversitários embora estejam agora separados pela distância irão continuar o trabalho.
BOAS NOTICIAS.PT 29/9/2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Maria Bethânia sempre!
“ Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei …
……..
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente … “
Oiçam, sabe sempre bem.