terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sábado de sol …

Depois destes dias de chuva é bom lembrar o belo sábado passado : sol e mar, fresquinho e boa companhia!
Mar de Inverno, ondas espectaculares mesmo com meia maré, descoberta de novas praias …

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Hoje tive o meu momento Cinema Paraíso! Explico como foi.

Uma pessoa amiga emprestou-nos um DVD com uma versão caseira do novíssimo filme “O Discurso do Rei” que as quatro vizinhas desejavam tanto ver.
Acabadas as tarefas do almoço, juntámo-nos para uma sessão de cinema, que a tarde cinzentona de domingo estava mesmo a pedi-las. Algumas dificuldades técnicas começaram a contrariar a nossa vontade. O filme estava gravado num programa não compatível com as nossas têvês. A vizinha que é a mais dada às lides tecnológicas não é de desistir à primeira, não!
Vai disso, puxa pelos neurónios, sempre em silêncio, procurando solucionar o caso, enquanto as outras já começavam a desesperar. Incrédulas, foram vendo desenrolar fios, montar e desmontar aparelhos, experimentar ligações impossíveis, em movimentos incríveis de alquimia informática.
A certa altura, até houve necessidade de aumentar o ecrã e surgiu uma toalha branca, branquinha, na ilusão de uma imagem melhorada e aumentada. A nossa técnica tinha feito a ligação do computador a um projector.

Mais uma tentativa que nos fez renascer a esperança e até funcionou muito bem, a nível da imagem, mas… persistia a ausência das legendas!! De frustração em frustração conseguíamos que a temperatura da expectativa não abrandasse. A nossa confiança nas artes da vizinha é… TOTAL!
Foi aí que me senti… no “cinema paraíso”, a magia do cinema estava ali todinha! E a tarde ia evoluindo mas de filme mais legendas…nada! E o nosso inglês não é suficientemente fluente para garantir um acompanhamento total da história. Até já tínhamos outro filme escolhido, dos muitos que vamos comprando ou que nos vão oferecendo, para visionar mas a frustração era muita! Como nos números de magia ainda faltava um último truque, um último recurso! E não é que esse…FUNCIONOU?! Então, a nossa vizinha mágica exclamou: “digam lá que não sou fantástica?!” Todas nós, em uníssono, concordámos e sentimos que bom é ter por perto as amigas, as disponibilidades e artes de cada uma, a eficiência da síndica que nos resolve tantos problemas e que acumula com as funções de técnica informática. Vivemos no paraíso… E um dia explicamos o caso da síndica eheheh!!
Então, foi mesmo mágico, apagaram-se as luzes, em vez de pipocas tivemos direito a uns quadradinhos de chocolate e, após as primeiras imagens que já sabíamos de cor, vimos umas salvadoras letrinhas que nos garantiram o visionamento do filme. Fez-se silêncio e a história sofrida do duque de Windsor, futuro rei Jorge VI, tomou conta de nós. E gostámos, emocionámo-nos e vibrámos com a excelente representação de dois grandes, grandes actores. Rimos com alguns belos momentos de humor britânico, deliciámo-nos com aspectos da reconstituição da época, no mobiliário, no vestuário e nos adereços. Emocionámo-nos com o discurso final e acabámos reflectindo na forma como foi debelado o problema de gaguez de Jorge VI. Mais não dizemos mas fica o conselho para que o vá ver, numa sala de cinema perto de si.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Boas Notícias de Novo 15



Uma notícia publicada a semana passada dá esperança a muitos paraplégicos: os exoesqueletos vão permitir-lhes voltar a andar!
Este novo robô, o “eLEGs”, foi desenvolvido por uma empresa de tecnologia médica da Califórnia, a Berkeley Biónica, a partir de outros mais rudimentares já utilizados na Alemanha e na Suiça.
De acordo com os especialistas, os pacientes conseguiram andar durante duas horas com o protótipo do “eLEGs” e prevê-se que, daqui a dois anos, o robot estará disponível no mercado.
Uma BOA NOTÍCIA!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

“VIVA MÉXICO”


É o novo livro de Alexandra Lucas Coelho, depois de “Caderno Afegão” e o último da colecção Literatura de Viagens da “Tinta da China”.

No verão passado a autora desembarcou na Cidade do México – “ Não sei nada do México e tenho uma mochila”, é assim que começa o livro que mais tarde escreveu. Na mochila levava livros sobre o México de Octávio Paz e Le Clézio, uma antologia de poesia azteca , um número precioso de contactos de norte a sul do país, um projecto para conhecer o México não turístico e tempo ( três semanas).
Chegou no ano em que se comemorava o bicentenário da Independência e o centenário da Revolução e nos meses em que, televisões, ecrãs gigantes e conversas se centravam no Campeonato Mundial de Futebol ( na África do Sul).
A viagem começa na Cidade do México, zona dos antigos aztecas ou mexicas, os povos antigos que melhor caracterizam o país. E fala-nos de lugares que evocam Cortés e Monctezuma : “ Este Novo Mundo começa no extermínio e isso há-de significar qualquer coisa. No tempo indígena significa que o extermínio histórico faz parte do presente”. Mas se nos faz sentir a violência da cidade e sobretudo do bairro Tepito ( pugilistas, traficantes, contrabandistas e outros marginais), também nos mostra a beleza “ que irrompe onde menos se espera” como na Casa Azul de Frida Kahlo e nos murais de Diego Rivera. Com a sua lista de contactos, encontra-se com escritores , responsáveis de museus e gente comum que a acolhe , conta histórias e mostra “as ruas”.

Depois segue para norte, para o deserto de Chihuahua e para a zona forte de violência associada ao narcotráfico, a Cidade Juárez. Aí, uma população amedrontada ou corruptora, vive entre os traficantes e as “maquiladoras” – fábricas ( americanas, chinesas, europeias e japonesas) onde, a custos baixos, mexicanos montam o que recebem em peças. É a globalização, o 1º contra o 3º mundo …

Vai depois para o sul, para zonas bem mais acolhedoras e calmas : Oaxaca, a região etnobotânica mais rica do México, o berço da agricultura. E leva-nos ao Monte Alban onde há vestígios da mais antiga cidade planeada pré-hispânica, pelos zapotecas. E deixa-se guiar por Francisco Toledo, o mais importante pintor mexicano vivo e grande impulsionador da cultura na cidade.
E ficamos com vontade de viver ali !!
Apresenta-nos os “muxes” de Juchitán , o 3º sexo (“ a mulher está aqui, o homem está ali e o “muxe” está no meio”) mas também os imigrantes clandestinos de vários países da América Central em trânsito para os Estados Unidos …
Subimos com a autora as serras para chegar a San Cristobal de las Casas, no território zapatista de Chiapas onde a revolução assume agora uma fase calma e com nova organização e objectivos.
E depois o Yucatán não turístico ( Cancun fica para outros autores …) com as ruínas de Uxmal e Rota Puuc, menos famosas do que Chichen Ilza mas consideradas pelos seus responsáveis mais importantes da cultura maia do que quaisquer outras.

Se o livro é uma reportagem de lugares, é sobretudo uma sucessão de encontros com pessoas com quem a autora se demora em longas sessões de “platica” ( conversa à mexicana, sem pressas) – gente comum e também artistas, padres, antropólogos, taxistas e “conhecidos que indicam outros conhecidos que também conhecem não sei quem” .
A escrita é perfeita, as imagens levam-nos lá, a viagem da autora torna-se a nossa viagem.

Fico à espera do próximo e vou procurar o seu primeiro livro: “Oriente Próximo”.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BOAS NOTICIAS DE NOVO- 14

Agora já podemos visitar os melhores museus do mundo à distância.
Este Projecto da Google recorre ao Street View para “expor” obras de arte na internet‎.

No total, o Google Art Project dá a conhecer 17 museus de renome mundial, entre os quais o de Arte Moderna, em Nova Iorque (MoMa), o Kampa, em Praga, o Rainha Sofia, em Madrid, o Palácio de Versalhes ou a Galeria Nacional de Londres. Este conjunto conta com 385 salas onde os utilizadores podem “passear” e consultar, a partir do seu computador, quadros e obras de arte para obter informações acerca das peças e dos artistas.
Segundo Amit Sood, responsável pela nova ferramenta, o projecto, que derivou de uma ideia de funcionários da Google para usar o Street View em prol da divulgação da arte, pretende agora acrescentar mais museus e obras de arte à sua lista.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Finalmente!!


Finalmente terei onde votar.
Finalmente reconhecem-me direitos de cidadão.
Finalmente tenho um partido : o PAN, Partido pelos Animais e pela Natureza.

Foi legalizado há uma semana, com 9 300 assinaturas de humanos “ como devem ser”…
Parece que estou a brincar mas é muito a sério o propósito de “ consagrar na Constituição Portuguesa a senciência dos animais, ou seja, a sua capacidade de sentir a dor física e a psicológica”. E, claro, quem atentar contra os direitos dos animais deve ser criminalizado. Daqui até ser criada uma polícia paralela destinada a cumprir a lei irá pouco – diz o porta voz Paulo Borges que até admite ser essa uma medida para criar postos de trabalho.
O PAN pretende também que se criem hospitais veterinários comparticipados pelo Estado e que alimentos e medicamentos se possam incluir no IRS.
E mais : nas escolas deve haver aulas sobre como salvar a Natureza e cuidar dos animais.

Eu acho bem! Neste período de crise sei que há animais abandonados por donos com problemas financeiros e sem coração.
Também gostei do símbolo do partido e de saber que humanos importantes como o Dalai Lama, Maneka Gandhi, Pedro Laginha e Vítor Pomar, apoiam este partido.
E sabem o que vos digo? O que diz outro apoiante ( Rui Reininho) : “ É preciso evoluir. Também era tradição escravizar ou bater nas mulheres “ …

Se quiserem conhecer os Estatutos do partido consultem o site
http://www.partidoanimaisnatureza.com e … oiçam o HINO

TENHO DITO!! Amon

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

DE ESCANTILHÃO!

Sempre gostei da palavra escantilhão, sempre gostei dos diversos utensílios que conheço por este nome. Da palavra gosto do som, da escrita, sei lá bem porquê, gosto. Como gosto de tiralinhas, pincel, godés… Do objecto, apesar de ser fraca nessas lides de desenho, ou talvez por isso mesmo recorri muitas vezes a escantilhões, enquanto aluna para medida ou modelo e mais tarde, quando tinha de fazer umas letrinhas mais aprumadinhas.
Vem isto a propósito da explicação que, mais uma vez, hoje, na rádio ouvi a jornalista Mafalda Lopes da Costa dar sobre a expressão “vir/chegar de escantilhão” que também uso com frequência. Desconhecia a origem, tirava um pouco o sentido pelo contexto mas nunca ouvira a explicação. Por me parecer curiosa, aqui fica o que ouvi.
Antigamente, o escantilhão era usado para calcular e medir distâncias e também como molde para desenhos de arquitectura. Também em tempos antigos, os terrenos eram limitados, quer por elementos naturais, como cursos de água, por exemplo, quer por pedras que delimitavam esses espaços. Entre vizinhos acontecia frequentemente que, de forma misteriosa, essas pedras eram deslocadas do seu sítio inicial, avançando por território alheio. Em caso de litígio, por causa da localização certa das pedras e respectivo tamanho do terreno, alguém vinha com um escantilhão medir a distância e restabelecer a medida certa.
Mais tarde, a expressão “vir/chegar de escantilhão” passou a estar ligada com o aparecer de surpresa, de forma apanhar algo fora do lugar certo. E, por isso se usa hoje a expressão para indicar uma chegada de roldão, em tropel, precipitada, confusa, atabalhoada.
Continuo a achar que a nossa língua é mesmo muito rica e dona de expressões muito saborosas!