domingo, 14 de agosto de 2011

Boas Notícias de Novo 40

Uma corrida ao ouro em Portugal e no séc.XXI ? Seria interessante …

A verdade é que uma empresa canadiana acaba de anunciar que descobriu ouro nas antigas minas da freguesia de Covas, Vila Nova de Cerveira (distrito de Viana do Castelo), e garante que o metal está presente em quantidade "significativa".

Segundo o site oficial da Avrupa Minerals, as prospecções decorrem numa área com cerca de 900 metros de comprimento por 100 metros de largura, na antiga mina de volfrâmio de Covas, entretanto desactivada.

Das 44 amostras recolhidas no terreno, todas, excepto uma, tinham vestígios de ouro. No topo dos valores estavam oito amostras (18%) com registos de ouro considerados acima da média. Também se confirma a existência de prata e tungsténio.



E encontrámos boas notícias sobre outra matéria prima :

As microalgas ou fitoplâncton parecem ser um negócio em expansão em Portugal, com múltiplas aplicações, entre elas a produção de biocombustível , a aquacultura , a cosmética e a sequestração de carbono.

Uma empresa de Olhão ( Necton) foi pioneira na Europa na produção destes organismos e exporta cerca de uma tonelada por ano sobretudo para aquacultura (95% da sua produção), a maior parte para países da Europa mas também para os Estados-Unidos e Ásia.

Uma outra empresa ( ligada à Necton), a Algafuel, tem um funcionamento inovador e ecológico já que aproveita as emissões poluentes de CO2 de uma fábrica para alimentar as suas microalgas, tornando o negócio rentável e sustentável.

Matéria prima é também a nossa gente:

No passado dia 3 de Agosto foi atribuído o prémio anual do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), a título de prémio de carreira, a um professor e investigador português, pioneiro em neuroengenharia computacional ( o primeiro português a conquistar esse prémio).

O “IEEE Neural Network Pioneer Award”, um prémio atribuído anualmente a investigadores com contribuições científicas sustentadas durante um período mínimo de 15 anos será entregue pela IEEE - a maior associação técnica do mundo – a José Carlos Príncipe.

“As investigações deste cientista abriram caminho para o prognóstico de doenças, a prevenção de crises epiléticas ou para permitir que tetraplégicos sejam capazes de interagir com o mundo exterior através de robôs.”

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

As suricatas do zoo

São lindas, espertas, sociáveis, solidárias … VEJAM :






Se pudessem corriam pelas estepes semiáridas do sul de África logo que nasce o sol e o dia aquece, procurando comida umas, ficando de sentinela outras, descansando ao sol e junto às tocas sempre que podem. Vivem em pequenas colónias com duas ou três unidades familiares, cada uma com um casal de adultos e sua descendência . Em cativeiro é mais comum apenas um casal e os seus filhotes. Em cada grupo são amistosas, “abraçam-se”, cuidam da pelagem umas das outras, colaboram e por vezes “especializam-se” na segurança, defesa, marcação do território, apoio aos “bebés”, alimentação das crias, liderança . Comunicam entre si com vocalizações específicas…

Comem insectos e sobretudo larvas mas também aranhas e pequenos vertebrados, ovos e matéria vegetal e adoram escorpiões …

Livres ou em cativeiro, abrigam-se num complexo sistema de túneis que escavam e para isso têm boas garras nas patas da frente. No seu ambiente natural “os abrigos subterrâneos medem, normalmente, cinco metros de diâmetro, possuem 15 orifícios de entrada e consistem em dois ou três níveis de túneis, que descem até cerca de 1,5 metros de profundidade e se interligam por câmaras com perto de 30 cm de diâmetro; em zonas rochosas, os animais aproveitam os orifícios naturais. Cada colónia pode possuir cinco abrigos subterrâneos e mais de uma centena de pequenos refúgios, distribuídos por uma área de 15 km2. Os grupos podem deslocar-se 6 km por dia, usando diferentes abrigos subterrâneos para dormir.”

Defecam em latrinas comunitárias e são por vezes mantidas em quintas para dar caça a roedores – e será por isso que se chamam também “gatos das rochas” ?

( e sendo assim o Amon não se importa que eu goste tanto de suricatas e até as emita sentando-se nas patas traseiras …)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mais uma visita ao Zoo de Lisboa

Motivada pela vizinha, foram mais duas a caminho do Zoo, num sábado que ameaçava chover mas foi tempo óptimo para mais de três horas de passeio .

Há cerca de cinco anos que lá não ia mesmo tendo há tempo pensado que era ali que devia fazer voluntariado … Senti mais uma vez, e quase constantemente, a sensação de ser uma maldade manter tantos animais “prisioneiros” apesar dos espaços de ar livre existirem e serem, com certeza, adequados.

Mas há tantos em gaiolas e compartimentos fechados ( os répteis, por exemplo) ! Claro que tem de ser assim, até porque, muitas espécies, como os tigres-brancos por exemplo, já quase só existem em cativeiro.

Entre admiração pela boa organização do ZOO e muitos “coitadinhos” dirigidos aos seus habitantes, detive-me mais e com mais fotos nas minhas “paixões” : flamingos, suricatas, girafas, tartarugas e símios. Novidade foi a “liberdade” dada às girafas que, com uma cerca baixinha, vêm à mão do visitante comer umas folhinhas secas recolhidas do chão. Pena não termos visto os bandos de macacos da jaula grande … estavam fechados porque umas senhoras limpavam o chão com algum vagar ( às 11.30h da manhã) e “não sabiam quando iriam acabar” – aparentemente já estava tudo limpo e a comida espalhada para receber os enclausurados, os visitantes ansiosos eram muitos, mas …



Vejam se não são uns amores os “meus amores” ( ATENÇÃO : as suricatas, os meus amores maiores, ficam para amanhã)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

UMA CASA NAS ÁRVORES

Recentemente recebi um mail cheiinho de imagens de casinhas construídas em árvores, casas de verdade onde mora gente de verdade. Isso fez-me recordar alguns sonhos de criança,  reforçados pelas aventuras que se liam, se viam e reviam no cinema. Desse manancial de sonhos, ter uma casa de madeira, um esconderijo, um refúgio no meio de uma bela e densa floresta, se possível com um riacho correndo por perto, aparece sempre bem vivo na minha memória. Quem não sonhou uma vez só com uma casa na árvore não sabe o que perdeu, não imagina como ficou incompleto o seu imaginário e a sua alameda dos sonhos!

domingo, 7 de agosto de 2011

Boas Notícias de Novo 39

Embora já muito conhecido vale a pena rever!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

“Matemática e Arte”



Com um ministro da educação ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática,
com um jovem português a ganhar uma medalha de ouro numas Olimpíadas Internacionais de Matemática, com o reforço curricular que se anuncia para a disciplina … vamos aproveitar a onda!

Entre 27 e 31 de Julho realizou-se em Coimbra, a XIV conferência científica internacional BRIDGES sobre “ Matemática e Arte”. Segundo um dos organizadores trata-se de “um cruzamento perfeitamente natural “ não sendo “necessário um esforço adicional para se entender esta ligação que não tem sido valorizada”. Lembrou “o carácter estrutural e integrador” da Matemática e da Música, a calçada portuguesa e os azulejos tradicionais “ cuja simetria e repetição podem ter também uma visão matemática”.




Para além das conferências foram importantes as actividades abertas e “pensadas para o público em geral” : uma “Exposição de Arte Matemática” com 170 trabalhos, actividades para crianças e adultos, workshops com o objectivo de “aprender novos métodos que provoquem o fascínio e o espanto pela matemática dentro da sala de aula”. E também se realizou um concerto com obras musicais “ de inspiração matemática” !!

Os organizadores destacaram a importância desta iniciática que já tem 14 anos e asseguram que estas conferências têm mostrado a matemática de forma diferente : “ as pessoas ficam a perceber que esta ciência não é chata, aborrecida ou abstracta, mas que tem aplicação no dia-a-dia e na arte”.

Parabéns aos núcleos de Coimbra que tão empenhados são na organização destas iniciativas e no acompanhamento e estímulo dos alunos que se interessam pela Matemática e concorrem às Olimpíadas, ano após ano, sempre com jovens que acabam medalhados. Pena que Lisboa não siga o exemplo !!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

No Zoo, com um olhar italiano

Voltei, no domingo passado ao Zoo de Lisboa, desta vez, na companhia de dois jovens amiguinhos italianos, de visita a Lisboa. Foi muito curioso ver o entusiasmo e o deslumbramento do Silvestro e do Ludovico perante tantas espécies diferentes e tão belos exemplares. Corriam de jaula em jaula para descobrirem os animais e encontrarem o melhor enquadramento para fotografar. E fizeram um sem número de fotos que logo me mostravam para partilhar a beleza da pose e a elegância ou a originalidade da espécie. Divertimo-nos imenso, suámos imenso e fizemos quilómetros rua abaixo rua acima pelo jardim.

O Jardim Zoológico tem uma das melhores colecções animais de todo o mundo, com mais de 2000 animais de 360 espécies diferentes.

Já há muito tempo que não o visitava com vagar e fiquei, mais uma vez, muito bem impressionada. São notórios os melhoramentos e espantosa a evolução a nível dos habitats, da informação científica sobre as diferentes espécies e dos patrocínios individuais ou institucionais que tanto têm ajudado a vida animal em cativeiro. De todos, como sempre, as girafas, os elefantes, os macacos e os koalas foram os que mais me entusiasmaram.




Andámos de teleférico e que bela visão se tem de todo o espaço e das zonas adjacentes ao Jardim, no exterior. Ainda há muito para fazer mas congratulo-me com tudo o que se pôde fazer até agora, sobretudo nestes últimos tempos.



Depois de visitar todas as espécies, com excepção do Reptilário, porque continuo a não sentir a mínima atracção por aquelas espécies, lá fomos ao inevitável show dos lobos marinhos e golfinhos. Deliciosos! Tão próximos dos humanos nas atitudes, na cumplicidade, nas emoções que deixam diariamente centenas de pessoas completamente rendidas, sorrindo e aplaudindo com entusiasmo.

Ficam algumas imagens para despertar a vontade de uma visita ao Zoo, neste verão. Para além das diferentes actividades que o espaço proporciona há ainda uma grande área de restauração e lazer, esplanadas e muitos bancos de jardim, um pequenino refúgio para momentos de calor e de tempo livre, bem acessível a nível de meios de transporte.

“Bello, stupendo, carino, divertente…” foi o que mais ouvi os meus amiguinhos dizerem, todo o dia – una giornata meravigliosa!