quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010


Está quase aí e em cada ANO NOVO, uma nova ESPERANÇA.
ESPERANÇA de que venha ter connosco o que mais desejamos mas também o propósito de conseguirmos fazer mais “isto e aquilo”, de modificar esta ou aquela atitude, de CRESCER, de SABER MAIS, de …

Vou fazer a minha “lista” de propósitos para o novo ano e vou incluir nela coisas diferentes para fazer, coisas iguais que quero manter mas, sobretudo, vou querer viver o melhor possível cada dia, substituindo o “tenho que…” por “ eu escolho …”. E vou não esquecer um sábio conselho :

“ Se de noite chorares pelo Sol, não verás as estrelas” .

BOM ANO NOVO!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Provérbios de gatos


Recebi um presente embrulhado num papel com provérbios de gatos, escritos em texto corrido, em dois padrões repetidos :

“… quando está fora o gato folga o rato, gato miador não é bom caçador, quem não tem gato…caça com o cão, um olho no prato outro no gato, casas livres donos felizes, gato escondido com o rabo de fora, a curiosidade matou o gato, gato escaldado de água fria tem medo, de noite todos os gatos são pardos, …”

Não tendo a loja nada a ver com gatos mas usando o Gato no nome, achei engraçada a ideia para o papel de Natal. E o Amon gostou !!
Por coincidência (!!) o presente é uma grande caixa preta de metal, com tampa supostamente resistente, para conter objectos que o Amon gosta de deitar ao chão - caixa pesada ( supõe-se) para também não ser deslocada. Para uma casa com gatos normais seria para guardar pão …

domingo, 27 de dezembro de 2009

VIVA A VIDA 35

Natal é Esperança – a Esperança que encontrei no canto da Maria Bethânia,
“Tocando em Frente”.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Estive em diferentes filmes

Os diferentes afazeres agendados para umas compritas de última hora levaram-me a fazer várias viagens de metropolitano. Tinha mesmo de ganhar tempo e voar de um extremo ao outro da cidade! Para mais, tenho passe…há que aproveitar. E correu muito bem! Como hoje não levava a habitual leitura das viagens, estava bem atenta ao que se passava à minha volta. Não é uma questão de bisbilhotice. É a inevitabilidade de quem está, nestes dias, sozinha nos cais e nas carruagens, apinhadinhos de gente. Está-se mesmo a ver que, sem eu querer, ouvi tantas conversas de telemóvel, sinais dos tempos e da falta de discrição das pessoas. Por isso eu digo que estive em vários filmes. Ora ouçam só alguns:
- fiquei a saber que a família de uma senhora dondoca vai ter uma ceia de natal à maneira, tudo comprado feito, numa loja de comidas prontas a servir, muito fina, lá para a Lapa, eu até sei qual é mas não digo, nem sequer é muito caro. É o Salvador que vai buscar tudo, quase, quase ao fechar da loja. Como faz muito pouco, paga e transporta, que é para isso que lhe serve o jeep e o pai rico;
- uma consoada bem diferente vai ter a família de uma cabo-verdiana gorducha e bem disposta, vestida de cores garridas, ajoujada de sacos e saquinhos, que ria e contava, ao telefone, a uma prima, tudo o que tinha comprado no mercado para preparar uma cachupa à maneira, para a família inteira. Sem o calor da terra, sem os pais e os outros irmãos, resta-lhe o marido e os sete filhos, poucas prendas mas…uma boa refeição, lá isso vai ter. Eu até fiquei com água na boca;
- um jovem falava, supostamente com um amigo, a quem pedia informações sobre uma loja de lingerie e o que devia comprar para a namorada. Cores, feitios, materiais, sei lá. Mas apercebendo-se de que muita gente o ouvia, voltou-se para a porta e falou mais baixinho, um tanto envergonhado;
- uma jovem questionava a avó, a quem elogiava os gostos literários, sobre o que havia de comprar, novidades, claro, para oferecer aos pais, aos tios, aos futuros sogros.. ela ia anotando tudo, repetindo em voz alta e balouçando ao sabor da cadência da carruagem de metro;
E, para finalizar - eu ouvi outras mas mais banais - aqui fica a que mais me impressionou. Estávamos parados numa estação terminal, cumprindo horário. Entra um senhor, muito agitado, exames médicos na mão, ao telemóvel, disparando recados e mais recados, dizendo que, da parte da tarde seria internado, para um cateterismo, uma coisa urgente e que ia a caminho do emprego, só para arrumar as coisas, desligar o computador e…voltar para o hospital. Num dos telefonemas pedia mesmo à interlocutora que fosse ter com ele, para um almoço ligeiro, tinha medo de morrer e queria vê-la uma última vez. Com a malícia própria das mulheres, entreolhei uma parceira ocasional de viagem e, apesar da aparente gravidade do caso, não pudemos deixar de sorrir. Quando as duas saímos na mesma estação, comentário da minha parceira - “ não devia ser a legítima, pois não?”. Sorri, não respondi, que é que eu sabia daquilo tudo? Subi as escadas a rir a bom rir, menosprezando o sofrimento do pobre homem! Durante a tarde, ainda desejei, no meu íntimo que o senhor se tenha safado desta.
Mais tarde, já numa paragem de autocarro, quando me pude distanciar dos outros passageiros, sem que me fossem impostas conversas que não queria ouvir, dei comigo a pensar que estas modernices dos telefonemas, muito úteis alguns, tão inconvenientes outros, acabam por perturbar a pacata vida de quem, como eu, gosta de passar despercebida por entre a multidão, de gozar da tranquilidade propícia ao desenvolvimento das suas reflexões e que, a cada instante é agredida por estas pedradas verbais.
Quando é que as pessoas se tornam mais cívicas, menos exibicionistas, mais respeitadoras da liberdade alheia?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A “Escola” Verdes Anos

Pelo Expresso da última semana fiquei a saber da existência de uma escola de 1º ciclo, alternativa ao ensino convencional : a “Casa Verdes Anos”, num espaço alugado no Palácio Marquês de Fronteira, junto ao Parque Florestal de Monsanto.
Foi uma iniciativa de quatro casais, insatisfeitos com as propostas convencionais de ensino e crentes de que o “ensino doméstico” não era a melhor alternativa.
Montaram uma escola com um projecto adequado aos seus ideais : prioridade à educação ambiental mas também à Matemática e ao Português … Aprende-se passeando por Monsanto ( faça chuva ou sol), brinca-se ao ar livre, aprende-se a fazer pão, a tingir lã e a tricotar; estimulam-se as expressões artísticas e actividades como a carpintaria ; faz-se reciclagem e compostagem do lixo, cultiva-se uma horta ; desenvolve-se a responsabilidade , a cooperação e a autonomia ; respeitam-se os ritmos de cada um mas ensina-se a gerir o tempo para perceber que têm de fazer actividades em várias áreas.
A filosofia do projecto “baseia-se na Pedagogia Waldorf, no Movimento da Escola Moderna e numa educação para os valores”. Acredita-se que “é possível trabalhar ao mesmo tempo o lado racional e emocional das crianças”.

São já 80 alunos, 25 dos quais no 1º ciclo que podem começar o dia “ com um bom dia ao Sol, à chuva ou à natureza, aos outros e aos animais “ !!

Como não é um ensino reconhecido pelo Ministério da Educação, os alunos do 4º ano fazem exame na escola oficial onde estão inscritos. Será que depois são capazes de compreender que o mundo escolar é bem diferente do seu nicho de bem estar? E se forem depois menos felizes, não será importante lembrar os anos bons? E não serão esses anos os que nunca mais vão esquecer ,depois de esquecerem tudo o que não lhes interessar?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Solstício de Dezembro de 2009


É hoje, às 17.47 horas UTC ( padrão internacional de tempo) – a verdade é que será para nós com uma pequena diferença, de acordo com a longitude.

Começa o Inverno e a partir de amanhã crescem os dias … Para nós quase só tem este significado não fora aquele outro de faltarem poucos dias para o Natal e ser preciso começar a pensar nos doces, na “ceia”, no almoço … e no embrulho das prendas.
É um tempo de festa ( religiosa e pagã), de solidariedade, de lembranças felizes e infelizes, de reunião, de esperança.

Associar a festa do nascimento de Jesus a esta época do solstício de Inverno ( pode acontecer entre 17 e 25 de Dezembro) foi uma “sábia” decisão do Papa Júlio I que decretou no ano 350 que o nascimento de Jesus se deveria comemorar a 25 de Dezembro – na verdade terá nascido muito antes e não necessariamente no Inverno. Seria uma forma desta comemoração se sobrepor à do “Dia do Nascimento do Sol Inconquistável” que tinha sido decretada pelo Imperador Aureliano no ano 274 e não era mais do que a continuação de uma tradição romana muito anterior ao nascimento de Jesus : as festas em homenagem a Saturno, deus da Agricultura que “permitia o descanso da terra durante o Inverno” ( as “Saturnálias”).

Também os Celtas festejavam o Solstício de Inverno ( a 25 de Dezembro)
com um grande banquete de “despedida”, seguido de 12 dias de festas, até 6 de Janeiro . De “despedida” porque o Inverno trazia longas noites de frio, com pouca comida e fracas rações para o gado e não sabiam se estariam vivos na próxima estação.

Sobre o Solstício de 2012 … vamos vendo os filmes, lendo as profecias. Que o mundo está em grande transformação não temos dúvidas e a verdade é que nessa data, a Terra estará alinhada com o Sol e com o centro da nossa galáxia, a Via Láctea. Sabe-se que nesse centro existe um buraco negro e há quem diga que o alinhamento levará a uma mudança no campo magnético terrestre maior do que as que periodicamente se têm registado. Podem acontecer mais tempestades, erupções vulcânicas, …

Cá estaremos para ver e façamos como os Celtas : há que viver o Agora em festa porque não sabemos o que virá na próxima “estação” !