sexta-feira, 9 de abril de 2010

PARTILHA DO FOLAR COM MAÇÃ

Hoje, para o lanche tivemos, mais uma vez, a oferta de um folar, desta vez em versão Folar com Maçã. Segundo me disseram, este ano, foi moda em algumas das mais afamadas casas da especialidade. Mas este… é da vizinha Goiaba e digo-vos que é de comer e chorar por mais. Massa preparada na Bimby, claro, a coqueluche cá do prédio!
Lembrei-me, logo, de blogar uma pequena nota, para que conste e para agradecer, convenientemente, o presente. Depois, lembrei-me de colocar aqui a lenda da origem do folar, talvez nem todos a conheçam. Aí vai:
“Não se consegue precisar no tempo a origem da história do Folar da Páscoa. Sabe-se apenas que é muito antiga e segundo ela, uma jovem aldeã de seu nome Mariana, tinha como grande objectivo de vida, casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina, que lhe surgiram dois pretendentes ao mesmo tempo: um lavrador pobre e um fidalgo rico. A única coisa que era comum aos dois era a sua beleza e juventude. Indecisa quanto à escolha a tomar, a jovem pediu novamente ajuda a Santa Catarina. Ambos os jovens pretendentes a pressionavam a escolher, tendo mesmo o jovem lavrador marcado o Dia de Ramos como data limite para a resposta.
Ainda segundo a lenda, no Domingo de Ramos, os dois jovens pretendentes envolveram-se numa luta de morte e, Mariana acabou por se decidir pelo lavrador Amaro. Contudo Mariana vivia preocupada e receosa porque constava que o fidalgo iria aparecer no dia de casamento para matar o seu Amaro.
Mais uma vez recorre a Santa Catarina, e ao que parece, a santa sorriu-lhe enquanto Mariana rezava. Mais tranquila e agradecida, Mariana ofereceu flores à sua santa. Quando chegou a casa tinha em cima da mesa um bolo com ovos inteiros e as flores que tinha oferecido à santa, ao lado.
Aflita, Mariana dirigiu-se a casa de Amaro para lhe contar o sucedido, mas a este também tinha acontecido o mesmo. Ambos pensaram que tinha sido obra do fidalgo e quando o procuraram para agradecer, constataram que a ele também tinham oferecido o mesmo. E foi assim, que este bolo, chamado folar, se tornou numa tradição que é entendida como a celebração da reconciliação e da amizade. “
Cá entre nós, é bem sinónimo de muita amizade, boa convivência e excelente vizinhança.
PS - A foto demonstra bem que alguém se adiantou e…já comeu uma fatia, quem terá sido??

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Páscoa já foi !


E eu gostei desta Páscoa : apanhei ar e sol , brinquei muito, dormi bastante, meditei …
E estava um “ar” fresco e lindo de manhã, um pôr-do-sol luminoso à tarde.
Que pena não poder ficar por ali toda a semana !

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia Nacional dos Moinhos

Ouvi há pouco que hoje é o Dia Nacional dos Moinhos e lembrei os moinhos que me são mais familiares e os sonhos de viver num moinho ou em casas com feitio de moinho …
Durante anos era o moinho de Almoçageme que suportava os meus devaneios – era um moinho-habitação . Ainda lá está, à entrada da povoação. Penalizo-me por não ter uma fotografia …


Desde miúda, o moinho da Ericeira, conhecido hoje pelo “Moinho do Zé Feijão”, era , ali no topo de um pequeno morro e antes da vila “se antecipar”, o sinal de que estávamos a chegar à Ericeira. Mas é bem mais longe o moinho onde vou com frequência : é o moinho da povoação de Caixeiros, nos arredores de Santa Cruz. Foi construído em 1836 e recuperado pela Junta de Freguesia e pela Câmara Municipal de Torres Vedras em 1987. Pode ser visitado e compra-se farinha ( branca, integral, de milho), farelo ou vários tipos de pão confeccionado por métodos artesanais num edifício anexo. A farinha ( tipo 65), é óptima para fazer pão nas máquinas domésticas.Aqui perto, em Monsanto, também foram recuperados os Moinhos de Santana – adquiridos pela Câmara em 1942, restaurados em 1964/65 pela Associação Portuguesa dos Amigos dos Moinhos. Outros, como os Moinhos do Bairro do Caramão, os do Casalinho da Ajuda, o das Três Cruzes ou do Calhau, continuam degradados. No séc.XVIII “ contavam-se cerca de quatro dezenas de moinhos de vento no caminho que ligava a Junqueira e Belém a Monsanto”, número que cresceu até meados do séc. XIX – com cerca de 75 em laboração. O moinho saloio terá nascido em Lisboa e só depois “exportado” para a zona Oeste onde se concentra o maior número de moinhos de vento de toda a Europa.
Sabe-se pouco sobre a origem da comemoração do Dia Mundial dos Moinhos, mas sabem os que se dedicam ao estudo dos moinhos que há cada vez mais municípios empenhados na recuperação daqueles que têm nos seus Concelhos.
Pena que hoje, 7 de Abril, não tenha sido assinalado com a classificação dos moinhos como património – o IPPAR pensa nisso desde 1991 !!

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Borboleta Transparente

No ano da Biodiversidade, mais um ser especial : a borboleta transparente.
É originária da América Central e é muito comum numa área que vai desde o México ao Panamá. Mas é difícil de observar devido às suas asas transparentes que actuam como um mecanismo natural de camuflagem.

A sua presença indicia um habitat de alta qualidade e o seu desaparecimento é sinal de mudança ambiental.
São lindas !

domingo, 4 de abril de 2010

Histórias Boas do Mundo – 10

Do atelier de artesanato da cadeia feminina de Cascais ( Tires) sai a nova marca de malas e carteiras artesanais que tem tido um grande sucesso : “Reklusa”.

Foi uma iniciativa de três empresárias. A proponente ( Inês Seabra), voluntária na cadeia de Tires, convidou duas amigas para “ um negócio de integração social”. Procuraram parceiros para fornecimento de material, reclusas interessadas, apoio dos serviços prisionais.
Pretendem usar só materiais portugueses : o burel, da zona da serra da Estrela , a cortiça ( oferecida pelo Grupo Amorim) e tecidos variados ( oferecidos por Pedroso&Osório) . Têm a colaboração da Escola Superior de Design do IADE que promoveu um concurso e elegeu o desenho da primeira mala : o modelo “Magnólia”, de burel. Os lucros têm sido investidos em melhores máquinas e há o projecto de criar um atelier fora da cadeia onde as ex-reclusas possam vir a trabalhar.

Para saber mais e até fazer compras, vale a pena consultar o blogue do projecto :
http://reklusa.worpress.com/

( fotografia e notícia, Visão nº891)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

PROCISSÃO DOS HOMENS

De entre as muitas manifestações religiosas destes dias da semana santa, que todos os anos são noticiadas nos diferentes canais da nossa televisão, este ano, uma houve que me despertou a curiosidade. A Procissão dos Homens do Redondo, no Alentejo. Por um lado, não conhecia esta procissão, nunca ouvira falar dela. Por outro lado, as vozes que entoavam os cantos eram-me muito familiares e muito bonitas. Verifiquei que se tratava de um grupo do Redondo e que as vozes pertenciam ao Janita Salomé, ao irmão Vitorino e certamente a outros familiares a que se juntavam muitos homens alentejanos. Prestei mais atenção e fiquei a saber que se trata de uma manifestação religiosa tradicional daquela região, que se realiza todos os anos, por esta altura e que tem a particularidade de não ter nem imagem de Cristo nem contar com a presença de um padre, como nas outras procissões. É uma tradição que remonta ao século XVIII, quando os homens faziam a Visitação das Igrejas da Vila. Ao que parece, o actual pároco do Redondo, que nem sequer é filho da terra, não vê com bons olhos esta manifestação popular mas o povo quer e mantém-na de forma sentida, porque é sua e porque representa uma das formas genuínas de manifestar a sua crença.
Aqui fica o apontamento que captei para os que não puderam acompanhar esta manifestação em directo. Fica como testemunho do poder de uma vontade popular forte e convicta.






quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fotografias de flores

Na revista “SUPERinteressante” de Abril li a notícia sobre as cegonhas-pretas e uma belíssima reportagem fotográfica sobre flores de Jonathan Singer. As suas fotografias são consideradas obras-primas ; “usa técnicas de composição e iluminação de génios da pintura como Rembrant, Brueghel ou Vermeer”.
As fotos que se reproduzem só mostram a beleza das flores, não têm qualidade para apreciar o artista nem permitem folhear os livros - em papel japonês feito à mão com encadernação que imita as obras manuais do séc.XVI.

As orquídeas ( foto1 e 2) e a “orbea variegata” ( foto3) pertencem ao livro “Botânica Magnífica” , a tulipa ( foto4) foi incluída num livro oferecido à Real Academia de Ciências sueca como homenagem a Lineu ( Carl Linnaeus), pai da taxonomia.


No site http://www.botanicamagnifica.com/ há muito mais fotografias de Singer – vale a pena uma visita porque essas sim, são fotografias lindas.