quinta-feira, 31 de março de 2011

A NOVA VESPA



Um elegante modelo em edição limitada da mundialmente famosa lambreta Vespa, foi lançado pelo grupo italiano Piaggio, coincidindo com os festejos do 150º aniversário da Unidade da Itália.

A "Vespa PX 150 Anniversario Unità d'Italia" é uma edição exclusiva, dentro da histórica linha de motociclos italianos. Destaca-se por uma elegante carroçaria branca, na qual constam as cores verde, branco e vermelho da bandeira italiana. O design coloca junto ao "tricolore" o logo oficial das comemorações pelos 150 anos do "Risorgimento", o processo que levou à unificação do país em 1861. Para reforçar essa ideia, na altura do lançamento, no site da Piaggio, o frase publicitária utilizada, "Italia s'e'Vespa", remete de imediato para um dos primeiros versos do hino nacional: "Italia s'e'desta" - "A Itália despertou".

A scooter Vespa surgiu na Itália do pós-guerra, para ser rápida, barata, funcional de baixo consumo e, claro, muito elegante. A Vespa, com 75 anos de vida mantém-se jovem e renovada. Do modelo PX, que celebra 34 anos em 2011, aquele que agora foi relançado, já foram vendidos mais de três milhões de exemplares. A fábrica Piaggio, ao relançar a gama renovou os estofos mas manteve a mesma carroçaria de aço, o mesmo motor a dois tempos e refrigerado que produz aquele zumbido característico que deu o nome de insecto a esta scooter. Ideal para as deslocações citadinas pela velocidade que permite, no meio do trânsito infernal das cidades, e com facilidade de estacionamento, é realmente um achado!

Na minha próxima vida vou perder o medo das velocidades, vou corrigir a minha visão lateral e vou conduzir uma vespa PX vermelha pela cidade. Está decidido!

segunda-feira, 28 de março de 2011

TUDO TEM UMA EXPLICAÇÃO

Confesso não ser muito apreciadora do fiel amigo mas gosto bastante de alguns pratos que, como eu digo, têm o bacalhau disfarçado. O sabor e aroma lá estão mas não tenho de mastigar a posta, disso é que não gosto muito.
Vem isto a propósito de um prato de bacalhau que preparei hoje para o almoço e que reparti com as minhas vizinhas por quem sou frequentemente mimada com óptimas iguarias. E fiz Bacalhau à Gomes de Sá, como era costume fazer-se em casa dos meus pais. Depois, conversa puxa conversa, veio à baila a vontade de saber quem era este Sr. Sá que deu nome à saborosa receita. Fui à procura e descobri que, como no caso de muitos pratos tradicionais, esta receita recebeu o nome do seu criador, José Luís Gomes de Sá, falecido em 1926 e na época cozinheiro do Restaurante Lisbonense, no Porto e também comerciante de peixe. Originalmente, este prato era cozinhado no forno, mais tarde passou também a ser preparado ao lume, no tacho.

Aqui fica a receita para quem não a saiba ou não se recorde, não esquecendo que poderá optar por prepará-la ao lume ou levar o preparado ao forno para a finalizar.

Ingredientes: 2 a 3 postas de bacalhau, 5 ou 6 batatas, azeite, alho, cebolas, umas tirinhas de pimento vermelho, 2 ou 3 ovos cozidos, azeitonas pretas, salsa, sal, pimenta e louro qb.

Modo de preparar: coze-se o bacalhau, previamente demolhado, retiram-se as peles e espinhas e desfazem-se as postas em lascas. Na mesma água, cozem-se as batatas com pele, rectificando o sal. Depois de esfriarem, cortam-se às rodelas grossinhas para não se desfazerem. Entretanto, cortam-se as cebolas e os alhos às rodelas e levam-se a alourar ligeiramente com azeite. Junta-se o bacalhau escorrido e as tirinhas do pimento. Mexe-se tudo ligeiramente, mas sem deixar refogar. Por fim, juntam-se as batatas, com cuidado para não desfazer. Serve-se numa travessa, polvilhando com salsa picada e enfeita-se com rodelas de ovo cozido e azeitonas pretas.


Em conversa, por causa de continuar a gostar muito da velhinha Bolacha Maria, tive curiosidade também de saber quem teria sido a tal Maria que baptizara a bolacha e lá fui à procura.

Bolacha Maria é um tipo muito popular de biscoito feito com farinha de trigo, açúcar, óleo e essência de baunilha. Assim como o Reach Tea é um biscoito muito popular no Reino Unido, a Bolacha Maria, com o seu formato redondo, com o nome decalcado na parte de cima e com um desenho intrincado à volta, é muito consumida em Portugal, Espanha, México, Austrália, África e Índia. Em todos estes países a Bolacha Maria é considerada um dos melhores sabores para acompanhar um bom chá. É muito popular entre os bebés, as crianças e os idosos e serve de ingrediente na preparação de diversas receitas de sobremesa.

Mas… e a Maria, quem era?

A Bolacha Maria foi criada em 1874 por um padeiro inglês para comemorar o casamento da duquesa Maria Alexandrovna da Rússia com o Duque de Edimburgo, foi o que encontrei.
Descobri também que foi muito popular nos tempos da Guerra Civil Espanhola, durante a qual foi considerado símbolo da prosperidade da economia ao ser produzido com os excedentes de trigo.

Afinal, tudo tem uma história, uma justificação…basta procurar.

domingo, 27 de março de 2011

Boas Notícias de Novo – 20

Já começou em Óbidos, no dia 17 de Março, a IX edição do Festival Internacional de Chocolate que decorre de quinta-feira a domingo, até ao dia 3 de Abril. Ainda vamos a tempo!
Este ano o tema escolhido é o Património Histórico de Óbidos que está representado por modelos em miniatura, feitos a partir de chocolate.
Segundo José Parreira, administrador da Óbidos Patrimonium, empresa municipal que organiza o Festival, a exposição de Esculturas "será uma oportunidade para homenagear o Património da Vila, ainda no âmbito das Comemorações do Centenário da Classificação do Castelo como Monumento Nacional, e numa ocasião em que a Misericórdia de Óbidos assinala 500 anos".

As esculturas de chocolate estão patentes na Cerca do Castelo – e é bom que os visitantes não as tentem comer ( seria uma MÁ NOTÍCIA!)



A Fundação Calouste Gulbenkian e a Casa da Leitura lançam em Abril o portal Cata Livros, criado especialmente para um público entre os oito e os 12 anos de idade, "que domina a Internet e também lê", adiantou à agência Lusa um dos promotores da iniciativa.

Segundo João Paulo Cotrim, todos os meses haverá uma obra em destaque, para ser explorada e desfrutada pelo internauta. "Esse livro será colocado online para que possa ser, praticamente na íntegra, folheado, haverá um conjunto de jogos, desafios e temas sobre a obra propostos ao leitor".

”O portal - que visa aliar dois mundos: o prazer da leitura de livros em papel e a utilização da Internet -, ganhou vida própria a partir da Casa da Leitura, um projecto da Fundação Calouste Gulbenkian criado há quatro anos como um espaço onde mediadores de leitura, professores, pais e educadores pudessem encontrar informações sobre livros para jovens e crianças. “
O Cata Livros, cujo nome pretende mostrar que "o livro pode funcionar como uma pequena máquina de roubar coisas à realidade", disse João Paulo Cotrim, estará disponível em http://www.catalivros.org/.


"Estranhões e Bizarrocos", de José Eduardo Agualusa e ilustrações de Henrique Cayatte, será o primeiro livro em destaque no portal, cuja apresentação decorre a 05 de Abril na Biblioteca Municipal de Oeiras

sábado, 26 de março de 2011

Sinais de Primavera na cidade

Passamos a correr sem ver as árvores das nossas ruas e como elas de um dia para o outro apareceram cheias de flores.

A sábia natureza renasce para nos pôr a sorrir, mesmo quando ainda sobre todos nós pairam nuvens de desencanto.
Cada Primavera traz consigo uma mensagem, um sinal, um alento!
Fala connosco e diz-nos que é possível renascer, trazer à luz novas folhas e flores que nos devolvam o alento.
Todos os seres vivos têm esta energia em si, esse poder de resgatar a alegria do sombrio mundo das desilusões.
Tal como a árvore, as nossas raízes sobrevivem e se fortificam.

E deixemos que desabrochem maravilhosas flores de esperança!

quinta-feira, 24 de março de 2011

UM “SPAM”??

Depois de ficar a saber a origem dos “spam” que invariavelmente me esqueço de eliminar, achei que devia partilhar … ( se calhar todos sabem …)

Aí vai o que li na “SuperInteressante” de Fevereiro :

“Em 12 de Abril de 1994, os advogados Laurence Canter e Martha Siegel tiveram a brilhante ideia de anunciar os seus serviços nos grupos do Usenet, um sistema da internet que permite aos utilizadores deixar e ler mensagens e que gera um tráfego intenso. Embora não tivessem essa intenção, tinham acabado de inventar o spam massivo, um tipo de mensagem considerado lixo pelos receptores, através dos quais se procura publicitar ou vender algo e que é enviado de forma indiscriminada. …….

Actualmente a situação é tão esmagadora como absurda: mais de 180 mil milhões de mensagens de correio-lixo circulam diariamente pela internet, nas quais se anuncia praticamente tudo. O problema é que isso permite a certos tipos com más intenções aproveitar-se dos incautos que respondem ao spam para colocar produtos de proveniência duvidosa e introduzir software malévolo nos equipamentos … A sofisticação dos “spammers” é assombrosa”.

Pode ser que, mais consciente dos perigos, me lembre de os apagar.

terça-feira, 22 de março de 2011

Estranhos gostos …

Li há dias um artigo sobre “Kopi Luwak, o café mais desejado do mundo”.
O que tem de tão especial? Os grãos que o produzem devem passar primeiro pelos intestinos da civeta, um mamífero parecido com o ginete e comum na Indonésia e Filipinas .
Tradicionalmente a civeta “fazia o seu trabalho” em estado selvagem: comia os frutos nos cafezais, defecava os grãos e os empregados da plantação faziam a recolha. Com a fama adquirida pelo café, as civetas viraram “funcionárias industriais” da plantação , passaram ao cativeiro e a serem alimentadas pelos cultivadores com os bagos mais suculentos das variedades “robusta” e “arábica”.
A produção anual de “kopi Luwac” ou “ café civeta” ( traduzido à letra), resulta de cerca de 700 quilos de grãos, o preço ronda os 1000€/kg e os seus apreciadores dizem que nenhum café se assemelha a este – “ com sabor a terra e aroma a caramelo” ou “ uma mistura de chocolate e sumo de uva”.
“ São os enzimas que intervêm na digestão que lhe dão o aroma especial”, dizem uns; “ é o almíscar que as civetas produzem em glândulas junto ao ânus para se defenderem”, dizem outros.

No Vietname há um café muito semelhante cujos “agentes” são as doninhas … E, ao que consta, há empresas vietnamitas que investigam a produção artificial de grãos com as mesmas características e, se o conseguirem, às civetas e doninhas “sem emprego” restará a panela depois de deixarem a pelagem para a indústria têxtil – cobiças que até já são de hoje .

Mundinho rebuscado este!!


segunda-feira, 21 de março de 2011

PELA POESIA

Mais um ano, mais uma Primavera que chega e, com ela, o dia de celebrar a Poesia, um pouco por toda a parte. É com alguma satisfação que constato que tem havido um certo ressurgimento desses textos que, no nosso país estavam muito postos de lado. Há grupos de jovens que gostam, que lêem e que dizem poesia. Sei de apresentações em clubes, sei de concursos que se realizam em colectividades, sei de vários autores que publicam os seus poemas, nem que seja em pequenas edições de autor. Sei de acções levadas a cabo por escolas e Centros de Recursos, onde durante uma semana vão ser lidos e escritos poemas. Sei de uma Livraria, Poesia Incompleta, em Lisboa, que só vende obras de poesia e de uma iniciativa da RTP2 que hoje começa com um programa diário para divulgar textos de alguns dos nossos melhores poetas. Sem dúvida que o texto poético voltou a ser falado, voltou a ser lido ou dito. Tenho para mim que, em tempo de crise e privação, as emoções e as dores de alma encontram nos versos um grande eco e conforto. Talvez seja o que está, de novo, a acontecer.

Para assinalar este dia da Poesia, encontrei um Youtube que junta duas vozes portuguesas de enormíssima sensibilidade – Florbela Espanca e Eunice Muñoz. Deliciem-se!