segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Sábado de Janeiro na praia !

Depois de tantos dias de chuva seguidos por dias de frio, um dia frio de sol sem vento, é uma bênção!
Desafiei a vizinha do 5º andar e fomos “ a correr” para a Ericeira e acabámos “naquela” praia – a das pedrinhas e conchas, a que “fica mesmo ali” , sem escadas, ribanceiras e outras canseiras … Foi só a canseira de percorrer a praia até “ à outra praia” porque a maré estava baixa, apanhar pedrinhas porque não é época de conchas, molhar o pé, acompanhar as gaivotas ( grandes e fugitivas) e as pequenas cangarras ( ou seriam gaivotas pequenas?).
Foi óptimo - limpou a alma e gelou o pé ( mas não da água que estava óptima, foi mais da areia molhada).
Depois o sol foi-se e regressámos. O Amon também gostaria de ter ido – aquela também é a sua praia !

domingo, 10 de janeiro de 2010

VIVA A VIDA 37

A atracção dos homens pelos golfinhos é lendária. Considerar os golfinhos um forte “ animal de poder” e seres terrenos tão importantes como os seres humanos é algo defendido por correntes “paralelas” de interpretação da Vida na Terra. Mas agora são os zoólogos da Universidade de Atlanta que defendem “ que os golfinhos não devem estar em parques de diversão ou fazer parte da alimentação humana “ porque “ são os segundos seres mais inteligentes do planeta a seguir aos homens”.

Esta foi uma pequena notícia lida na revista “Sábado” desta semana, que começa assim :
“ Os golfinhos têm personalidades distintas, pensam sobre o futuro, reconhecem-se ao espelho e usam-no para inspeccionar partes do seu corpo”.
A mesma equipa de Atlanta inclui outros animais na lista dos “mais inteligentes”: os chimpanzés ( sabem usar ferramentas) ; os elefantes ( emitem 75 tipos de sons diferentes) e os papagaios ( que podem ter capacidades equivalentes a uma criança de 6 anos).

É bom que se vá confirmando que os Homens podem ser “ os mais inteligentes” mas devem olhar com respeito e admiração para os outros seres e compreender que é da harmonia e sabedoria de cada um que VIVE a Terra.

Nota : escolhemos uma imagem dos golfinhos do Sado

sábado, 9 de janeiro de 2010

Crónicas de África

Recebi a “África 21” de Janeiro. Só folheei e li as crónicas de Pepetela, Mia Couto, Germano Almeida, Odete Costa Macedo e Luís Cardoso. Começo sempre por esses “mestres” mas, desta vez, escrevem todos no mesmo número da revista, o que é um luxo de início de ano.

Pediram-lhes para escrever sobre um acontecimento importante de 2009.
Para Pepetela foi a discussão de uma nova Constituição para Angola, propondo o fim do regime semi-presidencialista. E acompanha o seu comentário com um desabafo sobre os lambe-botas que sempre defendem o que o “chefe” diz, mesmo que seja o contrário do que dizia ontem. Acaba afirmando que “ de tanto lamber botas, os responsáveis menores e intelectuais de plantão já têm a língua áspera como lixa, de onde se conclui que o melhor militante é o que tem língua de gato “ … ( será só em Angola? … )

Para Mia Couto o facto mais relevante foram as eleições em Moçambique. Do sinal de crescimento do país enquanto nação ( “ as preferências políticas tiveram muito pouco a ver com a região ou etnia”), aos valores crescentes da abstenção ( dos 12% em 1994 para os 56% em 2009).

Germano Almeida refere como importante em 2009, o adiamento da adopção do crioulo como língua oficial, a par da língua portuguesa. Lamenta porque é um desejo muito antigo , uma decisão muito difícil de compreender quando se repete “ que o crioulo é parte essencial da nossa identidade enquanto povo” e porque há quem defenda que, assumir o crioulo como uma das línguas oficiais, seria condição para implementar a outra. É claro que o escritor defende que os jovens devem dominar na perfeição o Português – é a “língua do poder” ( e é bom que sejam rápidos antes que seja o inglês …)

Para Odete Costa Macedo, o medo e a falta de autoestima dos guineenses é o que lhe ocorre para 2009. Recorda o discurso do Presidente da República no Dia das Forças Armadas e o papel dos militares ao longo da história da Guiné. Se eram há anos “ uma das fianças do povo”, agora “ quando se diz que vêm os militares, o povo foge”. E se é o medo a tónica de toda a crónica é-o também a ânsia de “enfrentar os nossos fantasmas, reconstruir a confiança perdida” e o desejo de mais diálogo entre os guineenses.

Luís Cardoso escreve de Timor. “ Sobre o ambiente político que se vive hoje em Timor : no pasa nada! “, assim responde a um cooperante espanhol. Mas, pensando melhor, passou-se muita coisa … e antes de 2009 também. Recorda muito do que sabemos e também o papel das “assessorias internacionais” e dos interesses em jogo. A propósito lembra um comentário da “Tia Augusta” : “ “ Dos malfeitores livrámo-nos bem, mas dos benfeitores endividámo-nos para toda a vida”. É a frustração das pessoas que lutaram por um “modelo” de país que trouxesse esperança quando afinal se estão a usar “os mesmos moldes que sustentam a existência dos Estados Europeus” – e reage-se com a indiferença do “ no pasa nada! “

Sobre o restante conteúdo da revista, nada posso dizer mas a capa é de esperança : “Bons sinais para 2010”

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Assédio moral !


No dia 6 de Janeiro, a RTP1 divulgou uma reportagem da jornalista Patrícia Lucas sobre “assédio moral”. (ver em noticias.rtp.pt- Linha da frente -"escravos do poder")
Vimos e lembrámos o que se passou ( e passa?) num Colégio onde a Direcção Executiva ( leiga) e a Direcção Pedagógica ( congregação religiosa) se empenharam num processo persecutório e de “assédio moral” a professores, especialmente àquela nossa colega que foi despedida primeiro e dispensada depois, com convite para assumir o cargo de “auxiliar de limpeza”!
Em todos os exemplos, técnicas semelhantes, resultados idênticos. Outros estão lá para ver, todos podem ouvir, todos sabem mas … cada um trata de si.
Ainda se fosse agressão física, assédio sexual … Para quem procede com “assédio moral” continua a não haver consequências - até um dia … “ cá se fazem, cá se pagam” e os ditos populares costumam bater certo.

E apeteceu-me lembrar aquele poema atribuído a Bertold Brecht :

“Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não sou negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram os desempregados
Mas como tenho um emprego
Também não me importei

Agora estão-me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo “


Nota : se quiserem recordar o caso concreto a que nos referimos, leiam os nossos apontamentos dos dias : 31 de Março de 2009 ; 2, 7 ,14, 15 e 16 de Abril de 2009 ; 4 de Agosto de 2009.
Faltou acrescentar que, por causa dessa “intervenção pública” ( como foi classificada pelos órgãos directivos da Associação responsável por aquele Colégio), as autoras deste blog foram expulsas da referida Associação a que pertenciam há muitos anos !!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Adorável preguiça !!

Ando muito preguiçoso para escrever porque a vida está muito boa, aqui no quentinho. E tenho sorte porque, com uma dona que anda sempre cheia de calor, o aquecimento é mesmo só para mim !

Também gostei do quentinho da lareira no Natal, apesar de term gozado comigo … fiz de conta que não percebi.

Mas nada é melhor no Inverno do que um raiozinho de Sol !

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Festa da “BEFANA”


Hoje, em Itália, comemora-se o dia da Befana, uma tradição que muitos talvez já conheçam mas que partilho convosco porque é curiosa.
Na tradição cristã, a Epifania, palavra que deriva do grego e que quer dizer manifestação, é a festa que evoca a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus, na noite de cinco para seis de Janeiro.
Na tradição popular italiana e, sobretudo para as crianças, é uma data esperada com muito entusiasmo e celebrada, em diversas regiões, com festejos muito típicos. Muitos desfiles, muitos bailes, muita alegria , tendo no entanto, todas elas algo a ver com a lenda.
Conta a lenda que indo os três Reis Magos a caminho de Belém, para prestar homenagem ao Menino Jesus, a certa altura do percurso se sentiram meios perdidos e decidiram parar junto de uma pequena casa para procurar alguma informação mais precisa. Bateram à porta e apareceu-lhes uma velhinha. Os Reis perguntaram-lhe se sabia indicar-lhes a melhor estrada para chegarem rapidamente a Belém, porque já tinha nascido o Salvador. A velhota, como não entendeu bem o que lhe perguntavam, não conseguiu elucidá-los. Fechou a porta, voltou aos seus afazeres mas, de repente, apercebeu-se do erro que tinha cometido e decidiu sair de casa para se juntar aos três Reis e com eles ir também procurar o Menino.
Procurou, procurou durante horas e não tendo conseguido encontrá-los, decidiu dirigir-se a todos os meninos que ia encontrando no caminho e oferecer a cada criança, um presente, na esperança que um deles fosse o Menino Jesus.
E é assim que, todos os anos, na noite da Epifania, de 5 para 6 de Janeiro, uma velhinha, a Befana, vai a todas as casas onde há crianças para as presentear. Se a criança se portou bem durante o ano, recebe um pequeno presente, umas guloseimas, um livro, um brinquedo; se a criança se portou mal, então, recebe só um pedaço de carvão.
Compreende-se portanto a ansiedade com que os mais pequenos aguardam a visita da Befana.

domingo, 3 de janeiro de 2010

VIVA A VIDA 36

A “Ciência Viva” divulgou há dias um artigo com o título :
“Higiene excessiva na infância prejudica saúde na idade adulta”
Claro que já todos tínhamos desconfiado disso … e eu costumo dizer que sou resistente aos micróbios pelos muitos que devo ter ingerido quando comia goiabas com terra ou procurava minhocas na terra do jardim.
O tal estudo, da responsabilidade de uma Universidade de Chicago e publicado numa revista científica, conclui que “quando as pessoas são sujeitas a ambientes demasiadamente limpos e higienizados na infância podem aumentar o risco de inflamação na idade adulta”. E é assim que os pais que deixam as crianças brincar e sujar-se, apanhar chuva com moderação, brincar com animais sem restrições, estão a protegê-las de inflamações e doenças quando adultas “ sobretudo cardíacas.
“A equipa de investigadores liderada por Thomas McDade procurou compreender em que medida o ambiente afecta a produção de proteína C-reactiva (ou CRP), que aumenta em caso de inflamação, isto é, quando o corpo reage a uma infecção ou a uma ferida”.
«Nos Estados Unidos, há tendência para pensar que se deve proteger a qualquer preço os bebés e as crianças contra micróbios e elementos patogénicos», referiu Thomas McDade. Contudo, esta preocupação priva o desenvolvimento saudável do sistema imunitário até à idade adulta. “Quero entender este estudo com a moderação necessária … os que não morrem em criança, ficam mais fortes quando chegam a adultos!