domingo, 5 de junho de 2011

Boas Notícias de Novo 30




Sendo hoje um domingo bem diferente dos outros e não nos parecendo que venham dele Boas Notícias ( para nós, é claro!), deixamos uma nota curiosa que pode se uma Boa Notícia:

Tenho uma planta há anos conhecida como “pau-brasil” (mas que deve ter outro nome) – daquelas que primeiro se conservam em água e depois, na terra, crescem e engrossam os caules . Tem mais de 15 anos aqui por casa, sofreu a amputação de um ramo onde o Amon trepou e, esta semana … FLORIU pela primeira vez! E que lindo cacho de flores! E que cheirosas ao fim do dia depois de aquecidas pelo sol!

Coisa rara que aqui fica como um “sinal” … quem sabe os portugueses comecem a se deixar governar por um Governo que não se governe! Deve ser mais difícil do que esta planta ter flor mas talvez não seja impossível …

E isso seria sim, uma Grande Boa Notícia!

sábado, 4 de junho de 2011

“Rota da Biodiversidade”

Depois de folhear com alguma atenção as fichas que dão uma informação detalhada sobre plantas e animais de Lisboa, deixo alguns apontamentos que foram para mim, curiosos:

- A tintureira (Phytolaca dioica), originária da América do Sul, tem bagas carnudas lá para o fim do Verão que podem ser usadas para fazer marmelada!


- Os freixos e os jacarandás têm flores antes de ter folhas e estes são uma espécie nativa da Bolívia e Argentina. Já tinha reparado nas flores antes das folhas mas vou observar melhor – e ainda é possível este ano.
- As laranjeiras-azedas que ficam tão bem na Av. De Roma tiveram antepassados no sudeste da China e vieram com os árabes para a Península ( séc.X)

- Finalmente sei o nome das árvores que crescem rápido na maior parte das ruas novas de Lisboa ( e aqui bem em frente) : são o Acer negundo, conhecidas por Pau-ferro ( ou bordo-negundo) – crescem rápido, têm flores amarelas e uns frutos do tipo sâmara que ficam pendurados depois de cair a folha


- E há as “ervas” e arbustos como as campainhas do diabo, a erva-azeda ( que gosto de provar), o falso azevinho ou erva-dos-vasculhos ( porque os ramos secos servem para fazer vassouras de jardim); e a íris amarela, as madrugadas e a salsa –de-cavalo a que se atribuem propriedades diuréticas ( os rebentos eram comidos como vegetais em certas regiões do mediterrâneo Ocidental) e a …




- E há uma grande variedade de líquenes , musgos e hepáticas que costumam parecer sempre iguais …

- Constatei que os melros são das aves mais frequentes nos nossos jardins e espaços verdes … devem estar contentes os que anseiam pela autorização da “caça ao melro” que se anuncia!

- Mas também andam por aí gaios, poupas, tentilhões, toutinegras, chilretas … enquanto nós só vemos os pardais, os pombos, as andorinhas … e por aqui as gaivotas.



Depois desta “tomada de consciência” prometo OLHAR melhor e VER. Há muito aqui mesmo ao lado para descobrir!!

Nota : as fotografias, por ordem são de : tintureira ; acer-negundo; erva-dos-vasculhos;salsa-de-cavalo; gaios; chilretas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Uma tarde diferente



Hoje, depois de concluídas as tarefas caseiras, sentei-me com um conjunto de documentação que a vizinha Lis trouxera da Livraria Municipal, uma sacada cultural com que me entretive muito tempo. Deixei outras coisas para trás e “devorei” tudo, para mais logo passar o testemunho à outra vizinha. Foi mesmo bom e diferente, já que, entre brochuras, fichas e livros, fui da pintura ao meio ambiente, passando pela Agenda Cultural que já há uns meses não consultava. Vou partilhar para despertar a vossa curiosidade.

Comecei por duas publicações sobre desenhos e pinturas de Graça Morais, pintora que muito aprecio e com quem tenho o privilégio de conversar um pouco, de tempos em tempos, à mesa do cafezinho de bairro, já que agora mora perto de nós. São duas edições da CML, profusamente ilustradas e com bons textos, que apresentam obras de duas exposições, já com alguns anos mas realmente com exemplares significativos da obra da artista – “Graça Morais, na colecção da Fundação Paço d´Arcos, pintura, desenho e azulejo de 1982 a 2000” e “Graça Morais 1982- 1992, na abertura da Galeria Municipal Mitra”. Fiquei a saber mais sobre a Graça-pessoa e viajei pelas suas cores quentes e fortes, pelos seus desenhos que conheço bem e sempre pelas figuras da nossa terra e das terras de Cabo Verde que tantas vezes retratou.

Passei, de seguida, ainda embalada pelas cores da natureza, para a Rota da Biodiversidade, que liga o Parque florestal de Monsanto ao Rio Tejo, lendo a brochura que convida os visitantes a ver Lisboa com outro olhar, a pé ou de bicicleta, através de um percurso circular de aproximadamente 14km. Convite muito interessante para descobrir a vegetação, matas, bosques e prados, quintas e olivais, hortas e pomares urbanos e ainda espécies exóticas e uma grande variedade de fauna.

Para completar esta aproximação da cidade ao campo, também tomei conhecimento, através de um folheto muito bem organizado, do Programa de Actividades para 2010-11, na Quinta Pedagógica dos Olivais, destinada a escolas e famílias com programas pedagógicos, acções de cozinha tradicional, de lavoura e pecuária, concursos e muita diversão. Folheei um conjunto apetitoso de mini-fichas plastificadas, com informação sobre as espécies da fauna e flora existente na cidade de Lisboa.

E…ainda pude folhear a Agenda Cultural da CML, para Junho deste ano, já com o programa completo das Festas de Lisboa – tudo o que vai acontecer no âmbito das marchas, arraiais, teatro, cinema e muito fado.

E lá se foi a minha tarde, bem recheada de coisas boas e interessantes, para bem começar o mês das festividades da minha cidade!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bem Vindo a casa!

Sou de uma geração que “foi grande” antes da máquina de escrever eléctrica, que usou “tirinhas brancas” para apagar erros na escrita à máquina e agora admite como essencial o computador – para escrever, comunicar, guardar “memórias”. Não que a sua falta seja sentida como a da água ou da luz mas …
Isto para dizer que o eu computador se avariou, esteve fora alguns dias e voltou com um disco novo e sem “memórias” – foram-se documentos guardados, fotografias, aqueles mails que se guardam para ver melhor mais tarde … e com um “Word 2007” que ainda me é estranho!!
“É preciso cultivar a paciência!” – dizem-me e admitir que só valem as memórias que guardamos … “Que se lixe”, digo eu em relação a tudo o que estava no tal disco que se estragou … mas este “Word” … faz parágrafos quando não quero … não encontro o que quero …PACIÊNCIA! PACIÊNCIA!
No futuro já não será preciso ter preocupações de “perda”, nem ter a prudência de gravar tudo num disco externo porque, nos próximos meses será lançado em Portugal o Sistema Operativo Chrome da Google que funciona sem programas instalados, sem gravações no disco e tudo está algures na internet!!

Seguro, dizem eles …

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Uma visita a Conímbriga

Conímbriga é uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em Portugal. Classificada Monumento Nacional, é a estação arqueológica romana mais bem estudada no país. Localiza-se a 16 km de Coimbra, na freguesia de Condeixa-a-Velha, a 2 km de Condeixa-a-Nova. A estação inclui o Museu Monográfico de Conímbriga, onde estão expostos muitos dos artefactos encontrados nas escavações arqueológicas, incluindo moedas e instrumentos cirúrgicos.

Aproveitando um documento que uma colega me enviou, aqui fica uma proposta para uma visita virtual ou, quem sabe uma boa ideia para uma passeata de fim de semana ou pelos feriados de Junho que se aproximam.

Conimbriga, Ciudad Romana 3d / Virtual Roman City of Conimbriga

domingo, 29 de maio de 2011

Boas Notícias de Novo 29

Sabemos que há tropas portuguesas no Afeganistão e isso não é nem boa nem má notícia …


Mas saber que as nossas tropas têm um trabalho apreciado e respeitado no que se refere a ajuda concreta à população, parece-nos uma Boa Notícia.

Um exemplo é a contribuição dada à população da aldeia de Pol-e-Charki e da região envolvente. Mais importante que o caixote que cada família recebeu com roupa, calçado, material escolar, brinquedos e cobertores, é a escola que o contingente português ajudou a recuperar. São dois edifícios e 32 salas inauguradas a 16 de Abril para servir uma região densamente povoada.

Na cerimónia de inauguração depois dos elogios à generosidade portuguesa ficou um pedido :” Precisamos de mais 40 salas de aula. Se vos for possível, ajudem-nos! Os nossos alunos aprenderiam mais!” . “ E também pedimos um computador e uma impressora” – é que a escola tem 6300 alunos e alunas, muitos ainda têm aulas ao ar livre … e claro, só há mesas e cadeiras.

E um dos alunos do 12º ano falou e disse: “ As escolas foram fechadas e os afegãos ficaram mais pobres. Os portugueses provaram que estão aqui para ajudar. Que Alá esteja em Portugal e o abençoe”

( nem ele imagina como precisamos de ser abençoados … e de ganhar juízo e valorizar tudo o que temos!)

Na região de Jalalabad, junto à fronteira com o Paquistão, há uma outra escola com 500 alunos e apoiada totalmente pela AMI. Está a funcionar há três anos, com seis níveis de escolaridade , com mais raparigas que rapazes e com professores do sexo masculino a dar aulas a turmas femininas! Usam uniforme de tecido oferecido pela escola de seis em seis meses … E as raparigas dizem que querem ser médicas, professoras, engenheiras !

Que pensarão de nós estes jovens se souberem da abundância de meios das nossas escolas, do esbanjamento de recursos, da falta de responsabilidade e pouco gosto em saber, da insatisfação geral?

Tudo é relativo, pois claro.

Mas seria bom reflectirmos - E QUE ALÁ ESTEJA CONNOSCO!