Vive-se em Lisboa, mas numa Lisboa afastada do centro histórico, o que faz esquecer os bairros mais antigos .Mas há sempre um dia em que decidimos revisitar o Centro, a Baixa Lisboeta.
Quando o fazemos, encontramos sempre novidades e, porque nos habituámos a estar mais atentos a pequenos pormenores, comentamos muito do que vamos encontrando ou comparamos memórias de outros tempos com o presente.
Não sou muito amante de velhos bairros, embora goste de imaginar histórias de vidas que por ali passaram e marcaram aquelas pedras, escadarias, janelas antigas, igrejas de muitas confissões e terços rezados na penumbra daquelas naves. Mas, choca-me a quantidade de gente que estende a mão à caridade, os jovens que entretêm o ócio com cervejas, disparates e muita leviandade. Mas há quem goste! Modos de ser e de ver!!!
De qualquer modo o passeio foi positivo: conheci umas ruas na Bica, levei com um copo de água suja de um 4º andar (era sábado de Carnaval). Limpei as calças, fiz uma careta à rapaziada adolescente que ria escondida por detrás da janela e lá fui registando algumas imagens fotográficas.
No Chiado, registei esta imagem, o poeta Chiado com cachecol improvisado, alguns símbolos decorativos, janelas de águas furtadas com acrescentes de novos espaços.
Registei algumas ruas com escadinhas, como a travessa das Laranjeiras, pequenos pormenores decorativos.
Mas valeu o almoço na Trindade. Gosto do espaço, do serviço e da comida. Claro que recordei o bifinho
da casa, com batatinhas, molho … e a acompanhar a imperial! Nada mau!
Lisboa tem uma luz fascinante e, com estes dias prolongados de Primavera precoce, acredito que muita gente adore percorrer a Baixa e ficar durante uma tarde numa esplanada a observar as centenas de pessoas que passam por aquelas ruas principais. Mas o nosso povo é muito cinzentão. Se semi-serrarmos os olhos e olharmos para aquela massa de gente encontramos manchas de cinza, preto e castanho. Uma terra de sol que não gosta de cores alegres!!!!