
Mário Soares é um homem optimista. Na semana passada escreveu na “Visão” :
“Os “vencidos da vida” de hoje” de que transcrevo algumas partes :
“Irritam-me os portugueses que se comprazem em dizer mal de Portugal. Tudo é negro no nosso país e tudo vai ser pior. Esta moda, snob, vem desde os “vencidos da vida”, uma tertúlia chique, criada em finais do século XIX, por reputados intelectuais, escritores e aristocratas, como Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Carlos Mayer, Guerra Junqueiro, António Cândido, marques de Soveral, conde de Ficalho, Lobo d’Ávila e outros mais, que marcaram a sociedade portuguesa da época, com o seu aristocrático pessimismo e a necessidade que sentiam de idolatrar a França e a cultura francesa.
O rei D.Carlos, era também um apaixonado da França, que visitava regularmente ……. E, quando ia a Paris, “respirar civilização”, comprazia-se, à partida, a dizer aos seus acompanhantes : lá vamos voltar para “ a nossa piolheira”. …
Vem isto a propósito da irritação – e da tristeza - que me provocam as diatribes de muitos comentadores encartados e economicistas que só vêem os números – e não as pessoas, que são o que conta – quando nos procuram convencer que “Portugal está falido, vai deixar de ser um país independente” e outras diatribes sem sentido. ….
A verdade é que a maioria dos portugueses, das nossas elites, não conhece o que se passa em Portugal e os progressos incomparáveis que fizemos desde o 25 de Abril. Desprezam os progressos materiais e o salto imenso que demos, quanto ao prestígio de Portugal no mundo ………. bem como o patamar em que hoje os portugueses estão, em todos os domínios : Ciência, Artes, Tecnologia, Investigação, Desporto …………. “
É uma opinião mas gostei do desabafo. Estamos mal mas a persistência nas notícias más e a não divulgação de notícias boas é, quanto a mim, uma prática bem próxima da sabotagem e do terrorismo verbal. E aqueles seres iluminados que até já sabiam há tempo o que se iria passar depois … são uns “vencidos da vida” que tentam em bicos de pés manter a cabeça fora do atoleiro em que vivem.
Vamos ter ESPERANÇA!
“Os “vencidos da vida” de hoje” de que transcrevo algumas partes :
“Irritam-me os portugueses que se comprazem em dizer mal de Portugal. Tudo é negro no nosso país e tudo vai ser pior. Esta moda, snob, vem desde os “vencidos da vida”, uma tertúlia chique, criada em finais do século XIX, por reputados intelectuais, escritores e aristocratas, como Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Carlos Mayer, Guerra Junqueiro, António Cândido, marques de Soveral, conde de Ficalho, Lobo d’Ávila e outros mais, que marcaram a sociedade portuguesa da época, com o seu aristocrático pessimismo e a necessidade que sentiam de idolatrar a França e a cultura francesa.
O rei D.Carlos, era também um apaixonado da França, que visitava regularmente ……. E, quando ia a Paris, “respirar civilização”, comprazia-se, à partida, a dizer aos seus acompanhantes : lá vamos voltar para “ a nossa piolheira”. …
Vem isto a propósito da irritação – e da tristeza - que me provocam as diatribes de muitos comentadores encartados e economicistas que só vêem os números – e não as pessoas, que são o que conta – quando nos procuram convencer que “Portugal está falido, vai deixar de ser um país independente” e outras diatribes sem sentido. ….
A verdade é que a maioria dos portugueses, das nossas elites, não conhece o que se passa em Portugal e os progressos incomparáveis que fizemos desde o 25 de Abril. Desprezam os progressos materiais e o salto imenso que demos, quanto ao prestígio de Portugal no mundo ………. bem como o patamar em que hoje os portugueses estão, em todos os domínios : Ciência, Artes, Tecnologia, Investigação, Desporto …………. “
É uma opinião mas gostei do desabafo. Estamos mal mas a persistência nas notícias más e a não divulgação de notícias boas é, quanto a mim, uma prática bem próxima da sabotagem e do terrorismo verbal. E aqueles seres iluminados que até já sabiam há tempo o que se iria passar depois … são uns “vencidos da vida” que tentam em bicos de pés manter a cabeça fora do atoleiro em que vivem.
Vamos ter ESPERANÇA!















Ontem, domingo cinzento e húmido, fomos, mais uma vez, num pulinho à Gulbenkian. Os objectivos eram os mesmos de sempre e mais um.


E já agora, aí vão mais notícias minhas: das minhas aulas de pintura, no 5º esq.
Das minhas diligências para ensinar como se faz uma cama:
E do magnífico passeiozito que fiz no domingo aqui por perto :
E vamos ver se elas têm vergonha e se põem a escrever!
- António Damásio recebeu o prémio HONDA PRIZE pelo seu trabalho de investigação em neurociência mas, nesta semana, foram entregues a portugueses mais quatro prémios internacionais nas áreas da medicina Molecular e da Astrofísica.
- A livraria Lello ( Porto) foi considerada a terceira melhor do mundo segundo o guia Lonely Planet. Em 1º lugar ficou a City Ligths Books de S. Francisco e em 2º a El Ateneo de Buenos Aires.








Mais uma vez fui surpreendida pela explicação que a jornalista Mafalda Lopes da Costa deu para o lugar-comum – Ficar em cascos de rolha. Desconhecia a sua origem achei-a curiosa e, por isso aqui a deixo.