Como uma das nossas amigas tinha estado há dias em Vila do Conde já sabíamos que era um dos sítios que visitaríamos no fim de semana passado no Porto. O que não tínhamos imaginado é que a cidade tivesse um património tão diversificado, tão rico e tão bem preservado. Não visitámos tudo mas… quase! Mal chegámos a Vila do Conde, que o metro veio tornar tão próximo, admirámos o imponente Aqueduto, construído entre 1626 e 1714, e que, com os seus cerca de 900 arcos, foi erigido para abastecer de água o Convento de Santa Clara, de forma regular e menos dispendiosa.
Dirigimo-nos ao Auditório Municipal - Centro de Memória, onde recebemos preciosa informação sobre tudo o que poderíamos ver naquela tarde.
Nos jardins do Auditório e no interior visitámos a exposição de Jorge Curval, muito marcada pela presença de árvores e de placas de cortiça, conseguindo efeitos muito harmoniosos e interessantes. Não conhecia o artista, foi uma descoberta agradávelPasseámos pelos espaços envolventes. Tudo muito calmo, tudo muito harmonioso, tudo muito cuidado, o que nos deu imenso prazer. E lá fomos comentando o facto de termos tanta coisa boa, bonita e bem organizada de que nos podemos e devemos orgulhar.

Visitámos o Mosteiro de Santa Clara e ficámos a conhecer a sua história. Segundo reza a tradição, este museu nasceu duma luta acesa e intrigante em que se envolveram a Rainha Santa Isabel e o filho bastardo de D. Dinis, Afonso Sanches. Data de 1318 e corresponde à concretização de um sonho que, juntamente com sua mulher, D Teresa Martins, D. Afonso teve, no regresso de uma peregrinação a S. Tiago de Compostela. Foi reconstruído no séc. XVIII e hoje domina de forma imponente a cidade de Vila do Conde. Pena que o património artístico do Convento tenha sido delapidado e roubado ao longo dos últimos decénios deixando quase vazio um dos mais ricos monumentos da península. Ouvimos, no local, falar de muitos projectos para reabilitar e animar este convento, mas só o tempo dirá o que será possível fazer deste maravilhoso edifício.
Ainda tivemos tempo para visitar a Casa de José Régio e contactar com o valioso acervo artístico que o escritor reuniu na casa que, por herança da madrinha Libânia, passou para o seu pai e, por morte deste, para José Régio, que lhe sucede, como único proprietário. De referir a excelente Biblioteca em que, além de valiosas obras literárias, reúne uma rara série de primeiras edições dos mais notáveis escritores portugueses da primeira parte do século XX, bem como manuscritos seus e milhares de cartas que recebeu. Nesta casa-museu, que funciona uma sala de exposições temporárias e actividades para a divulgação da vida e obra do poeta pudemos ainda assistir a um interessante diaporama que introduz os visitantes à pessoa e à obra de José Régio. Visita muito interessante, mesmo.
Descemos à zona ribeirinha, deliciámo-nos com as águas do rio Ave, a zona portuária e o forte de S. João Baptista. O tempo fugia e nós tínhamos de regressar ao Porto mas ficou tanto ainda por ver. Fica a promessa de que havemos de voltar, vale bem a pena!
Não deixámos Vila do Conde sem parar numa pastelaria e provar os vários doces da região, óptimos como quase toda a nossa riquíssima doçaria tradicional.


Nos jardins do Auditório e no interior visitámos a exposição de Jorge Curval, muito marcada pela presença de árvores e de placas de cortiça, conseguindo efeitos muito harmoniosos e interessantes. Não conhecia o artista, foi uma descoberta agradávelPasseámos pelos espaços envolventes. Tudo muito calmo, tudo muito harmonioso, tudo muito cuidado, o que nos deu imenso prazer. E lá fomos comentando o facto de termos tanta coisa boa, bonita e bem organizada de que nos podemos e devemos orgulhar.
Não deixámos Vila do Conde sem parar numa pastelaria e provar os vários doces da região, óptimos como quase toda a nossa riquíssima doçaria tradicional.






Um dos dias passados no Porto foi dedicado, de manhã, à Casa da Música e, de tarde, a Serralves, dois pólos da modernidade de que o Porto e, logicamente, todos os portugueses se podem e devem orgulhar.



De tarde, fomos à descoberta da Fundação de Serralves, numa tarde de sol e céu azul, excelente programa! É realmente uma instituição notável, dedicada à arte contemporânea e ao ambiente, com um património natural vocacionado para a educação e animação ambientais. Vimos uma exposição impressionante da pintora sul africana, Marlene Dumas, Contra o Muro e, depois perdemo-nos por meio do verde das árvores, do cantar dos pássaros e das sombras amigas e refrescantes. Deixo-vos com as imagens, que falam por si, e a sugestão de uma visita a estes dois novos espaços da Invicta. 








Desde 1911 que se realizam em Pamplona as “Festas de San Fermin” com o formato actual mas parece ser uma tradição mais antiga. Das festas, o que é mais conhecido são as largadas de touros celebrizadas por Hemingway no livro “Fiesta” ( 1926).



A multidão é compacta, encharcam-se de vinho e champanhe, pintam-se com ketchup para simular sangue, saltam das varandas para serem apanhados pela multidão, aterrorizam os touros. Desde 1911 morreram 15 pessoas ; desde 1995 só se registavam feridos mas este ano já morreu um homem – e há sempre muitos feridos.