sábado, 19 de julho de 2008

Delírios …

Sou Capricórnio com os pés na Terra e a cabeça nas nuvens e nos sonhos. O ascendente recoloca-me na terra, nas grandes Savanas africanas, na sombra dos Imbondeiros, nos espaços sem fim, no Sol dos trópicos.
Acho que tenho mantido o equilíbrio que as patas de cabra permitem, a lucidez de quem tem de estar atento ao percurso para não cair, o bom senso de me bastar com a vegetação disponível.
Mas …os sonhos?
Hoje vi uma revista de Autocaravanas e deixei-me ir nesse sonho. E também havia imagens de casas de madeira com alpendre …
“Ontem” visitei blogs de gente que vive em quintas, com árvores, hortas, ervas de cheiro, animais … e sonhei. Mas “anteontem” li mais uma crónica de viagem de Gonçalo Cadilhe e desejei-me de mochila às costas mundo fora, meses a fio. E quando folheio aquelas revistas com” lugares paradisíacos” apetece-me ir a correr para um lugar parecido, com mar transparente, manso e quente, areias brancas e araucárias e ser quase um Robinson. E …

Difícil é manter os pés na terra …que grande injustiça! Afinal, bom, com dimensão de sonho é ter saúde, amigos, amores, o dinheiro merecido e … o meu gato AMON.

5 comentários:

Isa disse...

Mantenha o SONHO,minha amiga.
Deixar de sonhar...torna-nos aborrecidos! Ninguém nos atura. Se
calhar...nem o Amon.
Sonhe e conte. Partiremos consigo.
Abraço. isa.

Rosa dos Ventos disse...

Eu gostava muito de ter uma dessas casas de madeira com varanda.
Há uma que está em exposição antes da portagem na A1, no sentido Norte/Sul.
Fico sempre com vontade de sair naquele nó e ir visitá-la...

Abraço

peonia disse...

Sonhar sempre! E viajar enquanto é tempo e temos pernas, forças e vontade.
Uma caravana é bom, mas às vezes há formigas e outros bichinhos.

irene andrade disse...

Belíssimo o teu texto sobre o sonho das viagens,pela qualidade da narrativa,pela forma apelativa com que "atinges" os que te lêem e, como tu ,gostariam de "ter asas nos pés"... Até para galgar o oceano no verdadeiro sentido da expressão. (As ilhas sabem disto).
É realmente indispensável o sonho...imaginar é preciso. Estou contigo neste voo.

SPES disse...

Senti-me assim,como descreves,todos os dias, demasiado tempo. Também eu lia as crónicas do Gonçalo Cadilhe e também eu queria partir com ele todos os dias.
Por isso,antes de poder partir para as ilhas e os lugares paradisícos que nos fazem sonhar parti para um sonho mais próximo que me provou que é possível...Quando sentimos isso é tão bom!