quarta-feira, 23 de julho de 2008

Mudam-se os Tempos Mudam-se os Costumes


Vamos assistindo a alterações de costumes e é interessante observar o desenrolar desses novos momentos especiais de celebração.
Sábado passado, fui ao casamento da minha afilhada Sofia que casou com o Miguel, um jovem espanhol. Dia de muito sol e calor. Cerimónia às cinco da tarde, num local muito aprazível, cuja visita recomendo a todos os que amam a natureza e apreciam a calma: Estufa Real, no Jardim Botânico, à Ajuda.
Foi uma festa preparada ao pormenor pelos noivos e pelos padrinhos, um conjunto de jovens amigos.
Imaginem um espaço de exterior cheio de árvores e flores, num nível alto com panorâmica da cidade de Lisboa e com o Tejo muito calmo lá no fundo.
Uma plateia de cadeirinhas de verga, em semi circulo, voltadas para a mesa da Conservadora, aguardou a chegada dos noivos, ao som do Quarteto Tempus, abanando-se cada um com o leque que recebera, como presente dos noivos, à entrada.
À hora prevista, os irmãos da noiva, lindos nos seus fatos brancos e camisa preta, muito encantados com a mana mais velha, anunciaram com uma pontinha de emoção «Eles vêm aí!». E, do meio das árvores frondosas, surgiu o par, muito feliz, ela com um vestido comprido, muito elegante e vaporoso, num azulão que a todos fez soltar um «AH!» de espanto.

A cerimónia correu veloz, dando a Conservadora cumprimento aos trâmites legais, anunciando-os, rapidamente, marido e mulher.
Depois, e aqui, tudo pode fazer a diferença, os padrinhos, os pais, os irmãos e vários amigos ofereceram aos noivos algumas palavras, muito sentidas, muito amigas, muito cúmplices. Houve emoção e humor em dose grande. E houve uma macedónia de línguas faladas pelos muitos convidados que vinham do Alentejo, da Andaluzia, de Madrid, de Paris, da Grécia, da Itália… já que a origem e a vida profissional dos noivos os tem levado a percorrer vários países onde têm feito muitos amigos.

Seguiu-se uma sessão de fotos, mas não foi a habitual «seca» interminável. O fotógrafo era conhecido dos noivos e foi captando aqui e ali os momentos que, mais tarde, todos vão gostar de recordar.
Entre abraços, fotos e gargalhadas fomos trincando acepipes variados acompanhados de um bom vinho fresco.
Entretanto, o sol descia no horizonte e a temperatura amena dispunha-nos a uma óptima cavaqueira e a um passeio pelos jardins.


Chegada a hora do jantar, todos os convidados foram encaminhados para um espaço muito agradável, dentro de uma enorme tenda decorada ao gosto do casal, predominando as cores rosa choque e verde seco.

Após o excelente jantar, passou-se ao salão de festas, onde foi oferecida aos noivos e convidados, uma apresentação em Power Point, com inúmeras imagens que recordavam a história do casal, em diferentes épocas das suas vidas, tudo minuciosamente preparado pelos padrinhos. Neste ambiente festivo, deu-se lugar à abertura do baile e, como a Sofia e o Miguel pensaram em tudo, havia sabrinas às pintinhas, de várias cores, organizadas por números, para que as senhoras pudessem libertar-se dos saltos altos e altíssimos e pudessem bailar ao som da música que duas DJ tinham seleccionado…
Que alívio! E assim, convidados de todas as idades dançaram, desde a valsa ao rock, ao samba e ao flamengo…
A festa durou até ao romper do dia.
Que sejam muito, muito felizes!

4 comentários:

goiaba disse...

Achei bonita a ideia dos noivos oferecerem leques e sabrinas ...
Também conheço uma vizinha que oferece presentes quando ela faz anos ... É muito lindo. Adoro ter amigas assim!

Isa disse...

Que linda "reportagem".Iam tds muito bem. Como dizes: Que sejam Felizes. Claro que ñ competia à repórter...dizer q. ia mto bem.Assim sendo digo eu.E olé!!!
Bjs.
isa

peonia disse...

Foi uma festa muito bonita. O presente das sabrinas, além de original, deve ter dado muito jeito!...
A Madrinha não diz, mas eu sei que estava também muito bem, elegante e discreta!

Fevereiro disse...

Bom Dia,
Acho que essas sabrinas também ficariam muito bem no meu blog! Foi uma ideia muito original a das sabrinas, posso lembrar-me de uma mão cheia de casamentos em que umas sabrinas assim teriam dado um jeito "daqueles"!
Abraço!